Governo destrói Inatel

Ao deixar arrastar sem solução os graves problemas da Fundação Inatel, com consequências financeiras desastrosas, o Governo e o ministro Pedro Mota Soares demonstram ter como objectivo a sua destruição. Querem esvaziar as funções da fundação, para entregarem ao grande capital o seu riquíssimo património, construído pelos trabalhadores.

A acusação foi feita pela CGTP-IN, que apelou aos portugueses, em geral, e especialmente aos associados e beneficiários do Inatel e aos dirigentes e delegados sindicais, para que «trabalhem para que todo este património não seja destruído». Num comunicado que emitiu dia 18, a central nota ainda que o desinvestimento do Governo nos programas sociais (turismo sénior, saúde e termalismo, turismo solidário e abrir portas à diferença, que deveriam ter-se iniciado em Outubro) contraria o objectivo da Comissão Europeia de levar aos 27 estados-membros um plano semelhante, denominado Calypso e para o qual o Inatel foi convidado como entidade perita.

Dos problemas que o Governo não resolve e, por isso, há mais de um ano estão a limitar a acção da Fundação Inatel, a CGTP-IN refere a não nomeação dos órgãos dirigentes e os processos de integração do Fundo de Pensões na Segurança Social e de equiparação da fundação a Instituição Particular de Solidariedade Social.




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