Luta forçou recuo
Organizações sociais panamianas convocaram para segunda-feira uma marcha em Colón com o objectivo de exigirem a punição dos responsáveis pela morte de quatro pessoas, entre as quais um menor de nove anos, durante a repressão dos protestos na cidade. A iniciativa serve igualmente para reivindicar medidas concretas que combatam os principais flagelos locais – habitação precária, desemprego, desnutrição, abandono escolar, pobreza.
Para a Frente Ampla de Colón (FAC), o recuo do governo liderado por Ricardo Martinelli a respeito da lei 72, que legitimava a privatização das terras públicas na Zona Livre de Colón, não é suficiente, sendo necessárias novas políticas de redistribuição e investimento dos chorudos lucros provenientes da actividade portuária do Canal que une os oceanos Pacífico e Atlântico, afirmam.
A norma vigorou apenas por nove dias, durante os quais os trabalhadores de Colón, bem como sectores e camadas intermédias, realizaram uma greve e intensas acções de massas que se estenderam até à capital, Cidade do Panamá, contestando não apenas a lei 72, mas, também, o facto de a região gerar ao Estado rendas milionárias sem nada beneficiar.