Ford fecha na Bélgica e Inglaterra

Depois de na véspera ter anunciado o encerramento da fábrica de Genk, na Bélgica, o construtor automóvel norte-americano Ford manifestou, dia 25, a intenção de encerrar duas unidades no Reino Unido, elevando o número de despedimentos para 6200 trabalhadores nos dois países.

O construtor, que tem a sua sede europeia na Alemanha, pretende reduzir em 18 por cento a capacidade instalada no velho continente, ou seja, uma diminuição de 355 mil viaturas, o que permitirá uma economia de 500 milhões de euros.

Tal implica uma redução de 13 por cento de empregos directos na Europa, sem contar com milhares de trabalhadores subcontratados e um número indeterminado nas empresas fornecedoras.

Na Bélgica, segundo os sindicatos, o fecho da unidade de Genk representa a destruição de cerca de dez mil postos de trabalho directos e indirectos, podendo levar ao encerramento de quatro dezenas de empresas fornecedoras exclusivas da Ford. A hecatombe social e económica é estimada em 0,3 por cento do PIB belga.

O Partido do Trabalho da Bélgica defende a expropriação sem compensação, lembrando os vultuosos apoios do Estado e os chorudos lucros embolsados nos últimos 50 anos.

Além disso, confiando nas promessas de manutenção da unidade, os trabalhadores belgas aceitaram uma redução salarial de 12 por cento em 2010, o que contribuiu para o aumento dos lucros para o valor recorde de oito mil milhões de euros em 2011.

No Reino Unido, onde a Ford emprega 11 400 pessoas, o encerramento das unidades de Southampton, no Sul do país, e de Dagenham, próximo de Londres, extinguirá 1400 postos de trabalho.



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