Franceses mobilizam-se contra os despedimentos

Holande aprova tratado da austeridade

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No dia em que o parlamento francês ratificou o chamado «pacto orçamental», por 477 votos a favor, 70 contra, 21 abstenções e nove ausências, nas ruas de Paris e de outras cidades de França milhares de trabalhadores manifestaram-se contra os despedimentos e o encerramento de unidades industriais.

A jornada de luta da CGT, realizada dia 9, foi ainda uma ocasião para lembrar ao actual presidente François Hollande que havia prometido recusar o tratado orçamental, cuja aplicação provocará mais cortes na despesa pública, nos serviços públicos e despedimentos massivos.

Porém, o documento acabou por ter o apoio do Partido Socialista e dos conservadores da UMP. Contra estiveram os Verdes, a Frente de Esquerda e outras formações minoritárias.

Na capital francesa, a manifestação chegou à sede do Salão Automóvel, onde os operários da Peugeot Citroen repudiaram os planos do grupo de encerrar a fábrica de Aulnay e eliminar oito mil postos de trabalho directos.

Ao longo do percurso de vários quilómetros, entre a Praça de Itália e a Praça de Montparnasse, os manifestantes foram reprimidos pela polícia que os atingiu com granadas de gás lacrimogéneo.

Particularmente enérgicos foram os protestos dos operários do grupo Arcelor Mittal, em luta contra o encerramento da siderurgia de Florange.

O secretário-geral da CGT, Bernard Thibault, reclamou a aprovação de uma lei que proíba os despedimentos em empresas que tenham beneficiado de apoios estatais. Trata-se de uma medida que é apoiada por três em cada quatro franceses, segundo uma recente sondagem do instituto Harris Interactive.

A CGT calculou em 90 mil o número de participantes nas acções realizadas em várias cidades, caso de Lyon, Marselha, Toulouse, Bordéus, Rennes, Clermont-Ferrand e Epinal.

 



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