PCP rejeita o pacto de agressão

Luta e resistência

Dois dias antes do debate quinzenal com o primeiro-ministro, Bernardino Soares reafirmou que «já não há maneira de esconder ou disfarçar» a «contestação à política de direita e a este Governo», que «atinge elevadíssimos níveis e generaliza-se a toda a sociedade».

 

Os portugueses podem contar com o PCP

Image 11560

«Durante o Verão, por todo o País, em inúmeras em empresas e diversos sectores, os trabalhadores enfrentaram a ofensiva contra os seus direitos, que procurava transpor para as relações laborais em concreto as graves alterações à legislação laboral determinadas pelo Governo, com o apoio, aliás, nas questões fundamentais, do PS», acusou o líder parlamentar do PCP, valorizando o facto de em muitas empresas e sectores ter sido possível «travar a redução para metade do pagamento das horas extra», assim como a «completa desregulação dos horários».

«Esta capacidade de luta, de resistência e de enfrentamento da ofensiva de retrocesso social, tem vindo a provar há muitos meses que o mito da paz social, que o Governo e os seus acólitos comentadores e palestrantes nos tentam impingir, não passa de propaganda apoiada pelo silenciamento de muitas destas lutas nos grandes meios de difusão», acrescentou, referindo as manifestações de 15 de Setembro, que «vieram confirmar que PSD e CDS não dispõem já da base social e de apoio político» que lhes deu a maioria representada na Assembleia da República.

Porque «muitos afirmam a vontade de prosseguir a luta até à derrota desta política e do Governo que a executa», Bernardino Soares apelou à participação na «grande manifestação» convocada pela CGTP-IN para o próximo sábado, dia 29, no Terreiro do Paço, que será «um novo momento alto da indignação popular e da rejeição do desastre a que o País está a ser conduzido».

Maioria fragilizada

Na sua intervenção, o líder parlamentar recordou ainda a moção de censura apresentada pelo PCP em Junho. «Nunca uma maioria ficou tão fragilizada politicamente ao fim de apenas um ano de Governo», salientou, referindo que «os portugueses podem contar com o PCP, Partido que conta de forma decisiva para travar o passo a esta política e a este Governo», de modo a «alcançar a política alternativa de que o País precisa, com a indispensável renegociação da dívida, o aumento da produção nacional, a melhoria dos salários e das reformas, o fim das privatizações, a defesa dos serviços públicos e a retoma dos direitos laborais e sociais agora atingidos».

Bernardino Soares terminou citando Luiz Goes: «É preciso acreditar, que sempre há terra que colha, um ribeiro a despertar».

 



Mais artigos de: Assembleia da República

«Este Governo e esta política já pertencem ao passado»

Ao impôr ao povo e aos trabalhadores um «ciclo sem fim de medidas gravosas» em nome de um «amanhã que nunca chega», este Governo e esta política ficaram desacreditados perante os portugueses, encontrando-se, por isso, «fora de prazo», considerou Jerónimo de Sousa no debate quinzenal, ocorrido na sexta-feira, 21.

«É preciso libertar o País»

No dia 12, João Oliveira afirmou, numa declaração política, que «é preciso libertar o País da política do pacto de agressão da troika» que «rouba quem trabalha, semeia o desespero e afunda o nosso futuro colectivo a...

Lurdes Ribeiro substitui Jorge Machado

Lurdes Ribeiro, 44 anos, auxiliar de acção educativa, está a substituir, por um período de 30 dias, Jorge Machado, na função de deputado do PCP na Assembleia da República, eleito pelo círculo do Porto, que solicitou gozo da licença de paternidade. A nova...