MURPI realiza XVII Piquenicão em Alpiarça

Alegria e solidariedade

Mais de 3500 pessoas participaram, domingo, em Alpiarça, no XVII Piquenicão Nacional, promovido pela Confederação Nacional de Reformados (MURPI).

Esta política de austeridade não resolve a dívida nem o défice

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«Esta festa é a afirmação nacional da força e do empenho do nosso movimento que há 37 anos continua a crescer e a mobilizar cada vez mais reformados na defesa dos seus direitos», valorizou Casimiro Meneses, presidente do MURPI, alertando para a necessidade de «fortalecer este movimento associativo» porque «só a unidade de todos os reformados, vítimas desta política de roubo de direitos e de rendimentos, é que torna possível defender uma outra alternativa que respeite os nossos direitos».

«Tiram-nos a saúde, a justiça, a protecção social, as reformas e outros apoios, mas não nos tiram a alegria desta festa que é nossa», afirmou, condenando, de igual forma, o encerramento de escolas, de extensões de centros de saúde, de tribunais e de freguesias.

Sobre as medidas de austeridade previstas no pacto de agressão da troika, Casimiro Meneses lembrou que, passado um ano desde a sua aplicação, «estamos com mais recessão, mais endividamento do exterior, mais exploração dos trabalhadores, mais desemprego, mais injustiças sociais, mais miséria, mais fome e menos democracia», enquanto «aumenta as mordomias e apoios financeiros aos grandes grupos empresariais e à banca».

«Cada dia que passa, mais se torna claro que esta política de austeridade não resolve a dívida nem o défice que continuam a crescer e que torna imperiosa uma nova política que promova a criação de emprego, com mais investimento público, melhores salários e pensões de reforma», defendeu, dando conta que na passada semana um grupo de activistas e dirigentes dos reformados concentrou-se diante da Assembleia da República «não só para manifestar o seu protesto e condenação pelo roubo do subsídio de férias como, também, para exigir a reposição imediata do pagamento dos subsídios roubados».

A terminar, informou que em Outubro o MURPI vai realizar o seu VII Congresso, com a consigna «Com o MURPI defender os direitos dos reformados, lutar por uma vida digna».

 

Medidas de apoio

 

No Parque do Carril, em Alpiarça, actuaram mais de quatro dezenas de grupos de cantares das associações de reformados dos distritos do Porto, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Portalegre. Para além das intervenções políticas, entre as quais o do presidente da autarquia, que abordou a grave situação social por que passam os mais idosos e as suas famílias, foi aprovada, por unanimidade e aclamação, uma moção de apoio financeiro e logístico aos grupos culturais das associações de reformados.



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