Operários gregos resistem

250 dias de greve

Os operários siderúrgicos da Hellenic Halivurguia, reunidos em assembleia geral no 250.º dia de greve, decidiram, por unanimidade, prosseguir a sua dura mas justa luta.

A luta contra a redução de salários irá continuar

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Na resolução adoptada, dia 6, os operários propuseram ao ministro do Trabalho a realização de uma reunião tripartida para discutir as suas reivindicações. Uma outra missiva foi enviada à administração do grupo solicitando uma reunião negocial.

O sindicato do sector irá ainda reunir com os operários das diferentes unidades industriais da Ática para que subscrevam reivindicações comuns a apresentar ao Ministério do Trabalho.

Guirgos Siphonios, presidente do sindicato, deu conta de que as reuniões entretanto mantidas com os ministros da Justiça e do trabalho não produziram quaisquer resultados positivos. Por outro lado, referiu o sindicalista, durante a greve na Halivurguia, os patrões têm obtido reduções salariais através de acordos individuais ou de empresa. A ofensiva antitrabalhadores traduziu-se ainda numa sobrecarga de impostos, na diminuição dos cuidados de saúde nos hospitais, no alastramento da pobreza e miséria.

«É literalmente uma guerra contra a classe operária. Nesta guerra os operários siderúrgicos abriram novos caminhos. Demos um grande passo em frente em comparação com outros. Esta é a nossa conquista e constitui uma grande vitória (…). Sabemos que a nossa luta terá de continuar. Há ainda um longo caminho a percorrer até que possamos derrotá-los. Precisamos de nos livrar de Manesis [George Manesis é o proprietário do grupo siderúrgico], para tomarmos nas nossas mãos as fábricas e a riqueza. A greve dos operários siderúrgicos tem mostrado inequivocamente quem é que produz a riqueza e que sem nós a engrenagem não roda».

Em solidariedade com a luta dos operários, várias organizações e sindicatos nacionais e estrangeiros continuam a recolher fundos e bens de consumo. No próprio dia da assembleia geral, associações de reformados entregaram três mil euros. Uma delegação do Sindicato de Professores da Ática Ocidental contribuiu com 500 euros e a Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) fez chegar dois camiões com frutas e legumes.



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