Agressão à Síria

Pentágono desmente Turquia

O Pentágono confirmou que o avião turco abatido pelas autoridades sírias a 22 de Junho passado foi derrubado por munições de artilharia antiaérea e não por um míssil terra-ar. A declaração desmente as alegações da Turquia e dá razão às explicações de Damasco, que sempre defendeu que a aeronave havia violado o espaço aéreo do país, tendo sido derrubada por armamento de curto alcance.

Segundo informações publicadas pelo Wall Street Journal, o Pentágono admite, ainda, que neste caso a ordem de fogo partiu de um comando local e não do comando militar central, facto que iliba as autoridades sírias face às acusações da Turquia.

Em reacção ao incidente - que muitos analisam como um teste à capacidade de defesa das forças armadas sírias - o governo de Ancara exigiu uma reunião especial da NATO e deslocou carros blindados e artilharia pesada para a fronteira com a Síria.

A Turquia, por seu lado, insiste na versão de que o avião foi abatido em espaço aéreo internacional. O primeiro-ministro Recep Erdogan qualificou o artigo do periódico norte-americano como mentiroso e lançou um feroz ataque aos órgãos de comunicação social local que reproduziram a notícia, o que desencadeou uma vaga de críticas ao seu governo.

Entretanto, a Rússia e a China voltaram a vetar uma resolução de condenação da Síria apresentada pelos EUA e pela Turquia no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas. O veto de Moscovo e Pequim precedeu o regresso do enviado especial da ONU à Síria.

Kofi Annan encontrou-se com Bashar Al-Assad e confirmou que o presidente sírio é favorável a um processo de mediação com os grupos armados com o objectivo de pacificar o país, mas insiste que são os sírios quem determina as alterações políticas.

Posteriormente, Annan encontrou-se com as autoridades iranianas, de quem recebeu todo o apoio à construção de uma solução pacífica para o conflito.

Já em entrevista ao canal de televisão alemão ARD, Bashar Al-Assad voltou a acusar os EUA de armarem, financiarem e prestarem apoio político aos terroristas responsáveis pela situação na Síria.



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