«Por um Portugal soberano e desenvolvido»
Mais de uma centena de pessoas participou, sábado, na Casa do Alentejo, em Lisboa, na Conferência «Por um Portugal soberano e desenvolvido», na qual intervieram, entre outros, Guilherme da Fonseca, Teresa Villaverde e António Avelãs Nunes, subscritores de um apelo onde se rejeita as medidas acordadas com a troika, que conduzem ao «declínio económico» e à «regressão social».
«Vencendo a resignação e a manipulação fatalista, afirmamos o nosso inconformismo perante um pacto de agressão que está a conduzir Portugal e o povo português ao declínio económico, ao empobrecimento e à perda de direitos duramente conquistados, num quadro de intolerável regressão social», lê-se no documento, onde os seus subscritores denunciam «as opções, os conteúdos e as consequências de uma orientação política que vem arrastando o País para uma dependência crescente, avolumando injustiças e desigualdades, hipotecando as suas possibilidades de crescimento, estrangulando o presente e comprometendo a futuro das jovens gerações».
Ao assinar o apelo, as muitas personalidades, de diversas áreas e quadrantes políticos, acreditam que «é possível encetar um caminho de crescimento, de valorização do trabalho e de dignificação das condições de vida do povo português», e identificam «esse caminho com o cumprimento, a defesa e afirmação do projecto que a Constituição da República consagra e cujos valores e dinâmica transformadora assumem um sentido de progresso civilizacional».