Recessão e desemprego
Uma contracção de 3,4 por cento para este ano e uma estagnação em 2013, assim será o comportamento da nossa economia, segundo as previsões do Banco de Portugal, que aponta ainda para mais desemprego.
Para o PCP, a «brutalidade» e a «crueza» de tais indicadores estão longe de mostrar toda a magnitude dos dramas vividos por milhares de famílias.
«A brutalidade dos números, a crueza dos números que o Banco de Portugal acaba de revelar, penso que estão muito longe de dar uma pálida ideia dos dramas que atingem neste momento milhares de famílias portuguesas, com desempregados a ficar sem a casa, corte nos rendimentos», declarou aos jornalistas no Parlamento o deputado comunista Agostinho Lopes.
Tais números são «a expressão da política de desastre nacional» que continua a seguir o seu curso com este Governo, considerou o deputado do PCP, que destacou ainda o facto de ficar patente que «pela primeira vez, desde 1996, há uma redução dos consumos das famílias portuguesas».
Para Agostinho Lopes, estes indicadores «tornam cada vez mais evidente a necessidade de interromper esta política».
O Banco de Portugal, no boletim económico de Primavera, onde revê em baixa as suas previsões, admite um quadro ainda pior e dá friamente a receita: «uma deterioração do cenário macroeconómico poderá conduzir à necessidade de adopção de medidas adicionais que garantam o cumprimento do objectivo orçamental».