Subida da IU trava avanço da direita
As eleições regionais, realizadas no domingo, 25, nas comunidades autónomas espanholas da Andaluzia e das Astúrias terminaram com a vitória do PP, no primeiro caso, e do PSOE, no segundo.
No entanto, a escassa maioria obtida pelo partido de Rajoy na Andaluzia faz com que o PSOE e a Esquerda Unida se possam juntar para formar governo. Pelo contrário, apesar de o PSOE ter somado mais votos nas Astúrias, deverá ser o Fórum de Cidadãos em coligação com o PP a dirigir os destinos da região.
Os resultados na Andaluzia contrariaram a vitória esmagadora que as sondagens prediziam ao PP. Não obstante ter sido a força mais votada, os populares apenas obtiveram 50 mandatos, perdendo quase 150 mil votos relativamente ao escrutínio de 2008.
Também o PSOE, que governou a região nos últimos 30 anos, foi duramente penalizado, caindo de 48,41 para 39,55 por cento dos votos, com menos 600 mil votos e menos nove mandatos, 47 no total.
Resultado positivo foi alcançado pela Esquerda Unida (IU) que duplicou a sua representação parlamentar, de seis para 12 mandatos, crescendo em percentagem de 7,06 para 11,35 por cento. A abstenção subiu mais de 10 pontos, para 37,79 por cento.
A Norte, nas Astúrias, onde a abstenção também cresceu significativamente (cerca de 11 pontos, para mais de 44 por cento), o PSOE foi o partido mais votado, aumentando de 15 para 16 o número de deputados. Todavia as forças de direita (Fórum de Cidadãos – FAC e Partido Popular) elegeram 23 dos 45 deputados, o que lhes garante a maioria.
A Esquerda Unida voltou a subir sensivelmente, aumentando a sua votação em 35 por cento em relação a 2008, o que lhe valeu passar de quatro para cinco deputados.
O FAC, de Francisco Alvarez-Cascos, foi o grande derrotado nas Astúrias, perdendo três mandatos (para 13). Deverá no entanto continuar a governar, em coligação com o PP, a terceira força mais votada que manteve os seus 10 deputados.