Fartos de promessas em Vila Nova de Gaia
Em conferência de imprensa, a CDU de Vila Nova de Gaia alertou, no dia 22 de Dezembro, para as «graves medidas» tomadas pela Câmara Municipal e explicou a razão pela qual votou contra o Plano e Orçamento para 2012 da autarquia PSD/CDS-PP.
«Estes documentos não podem ser separados da política que esta mesma coligação está a levar a efeito a nível governamental», sublinharam os eleitos do PCP, criticando, por exemplo, o adiamento do novo hospital e da segunda fase do Metro, o aumento exponencial de impostos e taxas, a penalização dos trabalhadores e das pequenas e médias empresas, e da população carenciada em geral.
Por outro lado, prosseguem, «muitas das promessas dos anteriores planos, algumas delas coincidindo com propostas que a CDU há muito preconiza e que a Câmara então assumia, tardam a efectivar-se, sejam, elas um plano geral de repavimentações de vias, freguesia a freguesia, o protelamento da substituição dos telhados contendo amianto na maioria dos equipamentos escolares geridos pelo município ou a instalação de uma creche e um centro de dia públicos em cada freguesia».
No que respeita ao endividamento, «há razões para acrescida preocupação, tanto com o elevado serviço da dívida aos bancos - mais de 21 760 milhões de euros -, como com a dívida a fornecedores e aos prazos de pagamento».
Os comunistas criticaram, de igual forma, a redução em cerca de dez por cento das verbas a transferir para as freguesias e o anúncio de que vai ser «concedida prioridade à comparticipação financeira na promoção do desporto jovem de formação», com «transferência de gestão de equipamentos para o movimento associativo», medidas que visam, segundo a CDU, «esconder o que tem sido o desinvestimento constante no apoio às associações e colectividades concelhias, pois dos quase 13 milhões previstos para 2010 passou-se, em 2011, para menos de 10 milhões, e agora anunciaram-se apenas oito milhões para 2012».