Administração Pública mobiliza-se para dia 21

Semana de luta a encher

O plenário nacional, convocado pela Frente Comum de Sindicatos, destaca-se entre as acções que já estão anunciadas para a semana de luta com que a CGTP-IN quer dar continuidade às manifestações de 1 de Outubro.

A luta tem que ser cada vez mais geral

Image 8821

Na saudação que divulgou no final da sua reunião de dia 3, a Comissão Executiva da CGTP-IN salientou que «a dimensão e força destas grandiosas manifestações confirmam o forte empenhamento dos trabalhadores e do povo português na denúncia da fraude das políticas em curso e na intensificação da luta por políticas de futuro». Depois de quase 200 mil pessoas terem respondido ao apelo da central, comparecendo nas ruas de Lisboa e do Porto, a Inter afirma que agora, «a partir dos locais de trabalho, os trabalhadores vão bater-se contra o programa de agressão e os despedimentos mais fáceis e baratos, contra a tentativa de destruição da contratação colectiva e a generalização da precariedade, contra a redução dos salários, dos direitos laborais e da protecção social e o roubo no 13.º mês, contra o aumento brutal do custo de vida, o ataque aos serviços públicos e às funções sociais do Estado, na Saúde, na Educação e na Segurança Social».

As acções que dão corpo à decisão, assumida no dia do 41.º aniversário da Intersindical, de realizar uma semana de luta entre os dias 20 e 27 deste mês, estão a ser definidas pelas estruturas sectoriais e distritais. De acordo com a orientação saída da jornada de 1 de Outubro e retomada na saudação, os esforços vão no sentido de «reforçar a unidade na acção, envolvendo todos os trabalhadores e trabalhadoras, independentemente das suas opções políticas ou sindicais, na resolução dos problemas concretos, na melhoria das suas condições de vida e de trabalho e na convergência numa resposta contra a ofensiva desencadeada pela política do Governo PSD-CDS e as posições retrógradas do grande capital». A central apela ao desenvolvimento de «uma luta que tem de ser cada vez mais geral», dirigida «contra a destruição dos direitos laborais e sociais; contra o empobrecimento e as injustiças; contra o programa de agressão aos trabalhadores, ao povo e ao País; pelo emprego, salários, pensões e direitos sociais».

Para a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, o curso das reuniões com o Governo demonstra que estas não serão de verdadeira negociação. No dia 4, o secretário de Estado da tutela limitou a discussão à intenção de cortes brutais (de 20 ou 25 por cento) na remuneração dos trabalhadores que foram colocados na situação de «mobilidade especial». Não foi apresentada qualquer contraproposta à Proposta Reivindicativa Comum para 2012.

Uma nova reunião ficou marcada para amanhã. Mas o Governo vai avançando com a sua proposta de OE e só ontem iria entregar aos representantes sindicais as restantes propostas.

A Frente Comum confia que no dia 21 de Outubro terá lugar um grande plenário nacional de trabalhadores, em defesa dos direitos, por uma Administração Pública de qualidade, ao serviço da população, e contra a política de guerra permanente aos trabalhadores e de desastre nacional.

No dia 7, sexta-feira, em Almeirim, teve lugar um plenário nacional do STAL/CGTP-IN, que renovou o apelo à participação dos trabalhadores nas acções da semana de luta. Valorizando as manifestações de dia 1, como «poderoso grito de contestação às políticas do Governo PSD/CDS-PP», e associando-se às linhas gerais definidas pela CGTP-IN e pela Frente Comum, o STAL identifica como principais linhas de intervenção dos trabalhadores do sector: o combate à destruição do Poder Local, à redução do número de autarquias e de trabalhadores; a luta em defesa da gestão pública da água, do saneamento e dos resíduos sólidos, contra as privatizações anunciadas; a acção reivindicativa nos locais de trabalho; a exigência de mudança de política, atendendo as soluções efectivamente alternativas propostas pelo movimento sindical unitário.

Image 8783




Mais artigos de: Trabalhadores

Resistir nos transportes

Uma delegação da Fectrans/CGTP-IN levou na segunda-feira o protesto dos trabalhadores ao Ministério da Economia e conseguiu que o ministro marcasse uma reunião para a manhã seguinte.

Assalto ilegal à <i>TNC</i>

Uma grande operação policial, envolvendo mais de 200 agentes, foi desencadeada na madrugada de terça para quarta-feira, para remover os cerca de 40 camiões em que anteontem alguns trabalhadores da Transportadora Nacional de Camionagem se voltaram a deslocar para o Campus da Justiça,...

Fenprof não dá tréguas

O Governo não respeita os próprios compromissos e quer cortar mais 600 milhões de euros na Educação, o que exige uma postura ofensiva de professores e de todos os que não desistem da escola pública.

Militares somam razões

As associações profissionais de militares apontam motivos acrescidos para uma participação em massa no encontro nacional, marcado para 22 de Outubro, sábado, no ISCTE, em Lisboa, a partir das 15 horas. A principal razão, que surge em tomadas de...

Protestos na PSP

Na segunda-feira, a partir das 17 horas, dezenas de profissionais do Corpo de Intervenção da PSP concentraram-se junto às instalações, na Ajuda, vestidos com camisolas pretas, para protestarem contra o corte do suplemento especial de serviço no período de férias,...

Arsenal

Os trabalhadores do Arsenal do Alfeite decidiram realizar uma concentração hoje, a partir das 10.30 horas, junto da sede da holding estatal Empordef, em Lisboa, para exigirem do accionista garantias de futuro para os postos de trabalho e respeito pelos direitos. Ao anunciar o protesto, o Steffas/CGTP-IN...

Évora

Uma «acção de protesto e luta» foi convocada para amanhã, às 10.30 horas, junto às instalações do IEFP (Rua do Menino Jesus), pela União dos Sindicatos de Évora. A estrutura distrital da CGTP-IN aponta como motivos desta iniciativa o combate ao...

Morte na mina

Um mineiro de 20 anos sofreu um acidente mortal, na segunda-feira à tarde, na Mina da Panasqueira. O STIM responsabilizou a administração da Sojitz Beralt Tin Portugal pelas «péssimas condições de trabalho no interior da mina e ausência de formação sobre...