Roménia nostálgica do socialismo

Antes era melhor

Romenos insatisfeitos com 22 anos de capitalismo

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De acordo com a última sondagem realizada pelo Instituto Romeno de Estudos Sociais (IRES) e divulgada, dia 4, no sítio da estação de rádio antena3.ro, a maioria esmagadora da população mostra-se decepcionada, insatisfeita e ansiosa. Uma percentagem de 86 por cento dos inquiridos afirma que é muito difícil ter uma vida decente no país. As preocupações maiores são a corrupção, a falta de dinheiro, o desemprego e a falta de cuidados de Saúde.

Além disso, comparando o actual estado de coisas com o passado socialista, 58 por cento dos entrevistados consideram que a situação económica do país é hoje pior do que antes de 1989.

E se mais de metade alimentam a esperança de que a situação vai melhorar dentro de cinco anos, mais de um quarto considera que as condições de vida vão continuar a degradar-se.

Por isso, não surpreende que 73 por cento aconselhem os jovens a procurar um emprego no estrangeiro, enquanto apenas 25 por cento recomendam a permanência no país.

Por outro lado, 94 por cento dizem que é difícil ou muito difícil comprar uma casa na Roménia e nove em cada dez constatam que é difícil ou muito difícil para um romeno educar uma criança e satisfazer todas as suas necessidades.

E não se trata de um povo exigente. Pelo contrário, segundo a sondagem, a maioria (60%) afirma que poderia suprir as suas necessidades com dois mil lei (464 euros), e 25 por cento dar-se-iam por contentes se auferissem entre dois mil e três mil lei (entre 464 e 697 euros). Apenas três por cento consideram que é preciso quatro mil lei (928 euros) para ter uma vida decente.

Por último, o inquérito revela que a generalidade da população vê com maus olhos a concentração da riqueza nas mãos de alguns: nove em cada dez inquiridos afirmam que quase todos os ricos do país da Roménia fizeram as suas fortunas ilegalmente.



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