Combater despedimentos
A Manuel Nunes e Fernandes II, detentora de uma cadeia de cash and carry e também dos supermercados Supersol, encerrou a 31 de Agosto e despediu colectivamente, «de forma ilegal e sem justa causa», cerca de 400 trabalhadores, acusou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços de Portugal. O CESP/CGTP-IN afirma que a empresa não está a cumprir as obrigações legais respeitantes ao despedimento colectivo, motivo que o levou a apelar à intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Num plenário, na segunda-feira, os trabalhadores definiram acções para reclamarem os seus créditos no processo de insolvência.
Em Braga, os 11 trabalhadores da Tipografia Manuel de Oliveira, em Maximinos, deram com a empresa fechada no regresso de férias, dia 1. Desde essa data estão de vigília à porta da empresa, tendo o caso sido participado à ACT, revelou a dirigente da União dos Sindicatos de Braga, Amélia Lopes.
A Leica, em Vila Nova de Famalicão, estava, dia 8, a desmantelar o equipamento do sector de mecânica e a deslocá-lo para outras empresas, com o objectivo de provocar a extinção dos postos de trabalho, informou, naquele dia, o SITE Norte, da CGTP-IN.
Considerando inaceitável o despedimento dos trabalhadores da revista NS, o Sindicato dos Jornalistas exortou, dia 2, a Controlinveste a integrá-los no seu quadro de pessoal, já que a empresa tem novas publicações em agenda.
No dia 29 de Agosto, a construtora Opway anunciou um despedimento colectivo de um número indeterminado de trabalhadores, que começaram a ser contactados naquele dia, declarou à Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Portugal, da CGTP-IN, Albano Ribeiro.
A empresa de telecomunicações Zapp, ex-Radiomóvel, do Grupo Saudi Oger Limited, disse em declarações à Lusa, dia 2, estar a decorrer o processo de despedimento colectivo de metade dos cem trabalhadores, justificado com uma reestruturação para adaptar a Zapp à quarta geração móvel.