Transportes e Comunicações em plenário nacional

Esclarecer para ampliar o protesto

Reforçar a unidade na acção através da luta, ampliando o protesto e o esclarecimento contra a destruição de direitos e das condições de vida e de trabalho foi o compromisso assumido anteontem no plenário nacional da Fectrans/CGTP-IN.

«Só vence quem luta»

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Reunido no Clube Ferroviário, em Lisboa, o plenário da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN) decidiu «apelar aos trabalhadores do sector para o reforço da unidade na acção» e à «participação nas lutas que venham a desenvolver-se em defesa dos salários, dos direitos, contra os despedimentos e em defesa dos serviços públicos, contra as privatizações», refere a resolução aprovada no fim dos trabalhos.

Desenvolver uma ampla campanha de esclarecimento, discussão e mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus direitos e das suas reivindicações», sem prejuízo das lutas que cada sector ou empresa considere convenientes, a cada momento, foi outra medida acordada no encontro, bem como o pedido urgente de uma reunião ao secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

 Porque «só vence quem luta», o plenário também definiu linhas prioritárias da intervenção sindical reivindicativa, designadamente, o combate à redução dos salários e do poder de compra; a defesa dos contratos colectivos de trabalho e o seu alargamento a todas as empresas do sector; combate à desregulação dos horários de trabalho e ao seu aumento, nomeadamente a introdução dos «bancos de horas»; defesa dos postos de trabalho; lutar contra a facilitação de despedimentos e reivindicar trabalho com direitos para as novas gerações de trabalhadores; a defesa e salvaguarda de um sector público de transportes e comunicações e da sua componente social, e combater todas privatizações no sector.

Em várias intervenções, durante os trabalhos, foi salientada a necessidade de dar combate à ideia, propagada pelos partidos do Governo e o PS, com a ajuda da comunicação social dominante, de que os sacrifícios impostos aos portugueses são inevitáveis. O plenário considerou fundamental o desenvolvimento do protesto e do esclarecimento nos locais de trabalho, demonstrando, junto dos trabalhadores e das populações, que há caminhos alternativos para sair da crise, salvaguardando os direitos, as condições de vida e de trabalho.

 

Ferroviários

 

«Esclarecer, mobilizar e lutar» é a única solução para fazer recuar as medidas contidas no Programa do Governo, afirma o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário num comunicado divulgado dia 4. Avisando que o programa do Executivo PSD-CDS/PP «impõe mais sacrifícios aos trabalhadores», o SNTSF/CGTP-IN alerta para os ataques aos direitos da população e dos ferroviários contemplados naquele programa. As privatizações anunciadas para o sector, o aumento das tarifas, o fecho de linhas e de oficinas, a concessão/privatização do operador ferroviário estatal, designadamente, do transporte de mercadorias e de linhas suburbanas, e o novo modelo de funcionamento e organizacional da Refer são algumas das medidas destinadas ao sector pelo Governo e veementemente repudiadas pelo sindicato.



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