Vítimas do imperialismo
Dois bombardeamentos da NATO terão vitimado 24 civis entre domingo e segunda-feira, afirmam as autoridades de Tripoli.
«A NATO já matou quase mil pessoas e feriu outras quatro mil»
A Aliança Atlântica só admite responsabilidades numa das operações, mas os factos mostram que nem os rebeldes escapam à torrente criminosa que já terá assassinado ou ferido cerca de cinco mil líbios.
O último episódio sangrento da agressão militar terá ocorrido em Sorman, a 70 quilómetros da capital do país. 15 pessoas, entre as quais três crianças, morreram após um ataque alegadamente levado a cabo pela NATO contra a residência de um antigo membro do comando revolucionário liderado por Muammar Khadafi.
O governo líbio qualificou o bombardeamento do complexo habitacional com oito mísseis, constatado por um jornalista da AFP, de «acto terrorista, cobarde e injustificável», mas uma fonte da Aliança Atlântica, citada sob reserva de anonimato, nega terminantemente qualquer responsabilidade.
«Erro», para já, a NATO só admite em relação ao bombardeamento que domingo matou nove civis, entre os quais duas crianças, em Tripoli. A capital é especialmente fustigada, com hospitais, armazéns de géneros, universidades ou bibliotecas a serem alvo das bombas imperialistas.
No total, contabiliza o governo da Líbia, a NATO já matou quase mil pessoas, e feriu mais de quatro mil, um quarto das quais encontram-se em estado grave ou no limiar da sobrevivência, pelo que as vítimas da campanha iniciada em meados de Março pode aumentar drásticamente.
Neste registo não estão incluídas as mortes causadas por «fogo amigo». Também no domingo, repetiu-se um episódio já visto, o bombardeamento pela NATO de uma coluna de rebeldes, desta feita em Brega.