Resistência nos supermercados

A resistência de muitas trabalhadoras e trabalhadores e a condenação pública foi o que obtiveram os patrões dos hiper e supermercados que decidiram abrir as portas no 1.º de Maio, pela primeira vez desde 1974. Destacaram-se, pelas posições mais altas que ocupam na associação patronal da grande distribuição (APED) e pelas várias manobras e pressões exercidas a diferentes níveis, as cadeias Pingo Doce (do Grupo Jerónimo Martins) e Continente (do Grupo Sonae).

O PCP, numa nota divulgada a 29 de Abril pela comissão coordenadora das organizações das grandes superfícies, repudiou veementemente aquela decisão, assinalando que o feriado está consagrado na contratação colectiva e que os principais grupos económicos do sector apresentam lucros de milhões de euros, à custa dos salários de miséria que pagam e da precariedade imposta aos trabalhadores (a par da ruína de milhares de pequenas empresas de comércio, de agricultores e produtores). O ataque ao 1.º de Maio ocorre «à boleia das cedências do PS, do PSD e do CDS aos grandes grupos económicos», salienta-se no documento, reafirmando que os problemas do consumo interno se resolvem valorizando os salários, as reformas e as pensões.



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Maio é para lutar

A unidade, organização e luta dos trabalhadores são determinantes para que se passe a fazer em Portugal o oposto do que os governos do PSD, do PS e do CDS têm feito e têm permitido que o poder económico e financeiro faça. Do 1.º de Maio saiu um forte apelo à intensificação da acção colectiva, um incentivo a todos os que não se resignam nem se deixam intimidar e a convocação de duas manifestações nacionais, já no dia 19, contra a ingerência da UE e do FMI.

Nas ruas do 1.º de Maio

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Greve nacional amanhã

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