APED ataca Maio
Uma semana depois de ter exigido do Governo e dos partidos uma «intervenção política» para impedir as grandes cadeias que dominam a associação patronal da grande distribuição (APED) de abrirem os super e hipermercados no dia 1 de Maio, o CESP/CGTP-IN relatou segunda-feira um caso que vem comprovar que as empresas «desdobram-se em pressões e ilegalidades para obrigar à prestação de trabalho » no Dia Internacional dos Trabalhadores.
No Continente da Póvoa de Varzim, o director declarou, em reunião com os trabalhadores, que «vou apontar todos os nomes daqueles que estiverem escalados para o 1.º de Maio e não aparecerem para trabalhar, e vou-lhes fazer a vida negra ». Delfim Silva disse ainda que «quem estiver a fazer os turnos da manhã começa a fazer o horário da noite» e «não se esqueçam de que a empresa pode transferi-los para qualquer loja num raio de 50 quilómetros». Sem comentários, o sindicato refere que, «fazendo um gesto com o pé, como se esmagasse um insecto», o director terá concluído que «para mim são como baratas».
No dia 19, o CESP revelou que tinha apresentado já um pré-aviso de greve, para 1 de Maio, de modo a que todos os trabalhadores das empresas que decidam abrir portas fiquem dispensados de comparecer ao serviço e livremente participem nas comemorações.