Jerónimo de Sousa na apresentação das «20 medidas urgentes»

Dar resposta à juventude

Na apresentação das «20 medidas urgentes para a juventude», que aconteceu, sábado, no Espaço Vitória, em Lisboa, Jerónimo de Sousa salientou que «está nas mãos de cada um assegurar, com o seu voto na CDU, a inadiável ruptura com a política de direita e a construção de uma nova política patriótica e de esquerda que os jovens e o País tanto precisam».

Travar o perigoso e inquietante declínio nacional

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«20 medidas» (publicadas na página 20 do nosso jornal) possíveis de concretizar por uma política de esquerda que tenha como grande objectivo, como é o da CDU, a valorização do trabalho e dos trabalhadores e a alteração da actual injusta distribuição do rendimento nacional, «hoje tão desfavorável a quem vive do seu trabalho, e duplamente desfavorável à juventude trabalhadora que vê de forma sistemática os seus parcos salários a ser puxados para baixo sob o efeito do elevado desemprego juvenil e da enorme precariedade laboral».

«Esta é uma questão central, a da injusta distribuição do rendimento nacional e cuja alteração tem que estar no centro de uma política apostada na concretização de uma sociedade com justiça social», disse o Secretário-geral do PCP, destacando dois problemas: a precariedade e os baixos salários, «que afectam, juntamente com a questão do desemprego, particularmente os jovens». Tudo isto feito em nome da «competitividade» da economia portuguesa, defendida pelo FMI, Comissão Europeia, mas também pelo PS, PSD e CDS, que serve para fundamentar a nova alteração das leis laborais, nomeadamente a facilitação e embaratecimento dos despedimentos.

«A competitividade de que falam as classes dominantes e os seus representantes no poder político para justificar a precariedade e os baixos salários não tem que ser conseguida à custa do aumento da exploração como pretendem, mas da elevação e sofisticação tecnológica e dos produtos, de uma melhor organização do trabalho e sobretudo de um mais justo preço dos factores de produção (energia, combustíveis, crédito), hoje sob o domínio dos grandes grupos económicos e que são motivo para lucros brutais ilegítimos», criticou Jerónimo de Sousa, defendendo uma política «dirigida à modernização e ao desenvolvimento dos sectores produtivos nacionais e da economia portuguesa e ao aproveitamento integrado de todos os recursos do País, que são muitos e que estão desaproveitados». É ainda necessária uma política de «valorização da produção nacional, promovendo o crescimento económico e o emprego».

 

Ensino público para todos

 

Jerónimo de Sousa alertou, de igual forma, para os problemas da educação e do ensino, «num momento em que os jovens são confrontados com um processo educativo cada vez mais orientado exclusivamente para a formação profissional de "banda estreita" e o ensino é estrangulado com um processo de privatização crescente e pela falta de professores e funcionários».

«Dizem que não há dinheiro para financiar o ensino. Mas é bom que lhes digamos que o que não há em Portugal é uma justa política fiscal que vá buscar recursos aonde de facto existem», denunciou, explicando, por exemplo, que «era possível pôr fim ao pagamento das propinas e garantir a gratuitidade do ensino público em todos os seus graus se não houvesse fuga aos impostos, como há, e se se tributassem com equidade e justiça os rendimentos de capital e o património das grandes fortunas».

A habitação é outra das áreas que preocupa a Juventude CDU, nomeadamente as sucessivas alterações, por parte dos governos do PS, ao Incentivo ao Arrendamento Jovem. «O Estado demitiu-se completamente de uma intervenção activa, designadamente enquanto promotor de habitação, transformando-se a política do Estado na política do crédito dos grupos financeiros nacionais e estrangeiros», acusou o Secretário-geral do PCP.

Perante esta situação, as próximas eleições legislativas constituem um momento e uma oportunidade para dar resposta aos problemas dos jovens, dos trabalhadores, do povo e do País e travar o perigoso e inquietante declínio nacional. «É na CDU e no reforço da sua influência que reside a possibilidade real de assegurar uma solução política patriótica e de esquerda que o País e a dimensão dos seus problemas reclamam», frisou o Secretário-geral do PCP.



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