CGTP-IN exige igualdade concretizada
Num debate nacional, realizado dia 24 pela CGTP-IN, foi aprovada uma resolução em que se exige novas medidas políticas, que assegurem o direito à igualdade de salário entre mulheres e homens que garantam o cumprimento efectivo da lei da parentalidade e a conciliação entre o trabalho e a vida familiar e pessoal.
A iniciativa, que reuniu dirigentes e activistas sindicais de todo o País no auditório da sede da Intersindical, assinalou o encerramento das comemorações do centenário da proclamação do Dia Internacional da Mulher (8 de Março) e o programa incluiu, de manhã, intervenções de Inês Fontinha e Maria José Maurício, sobre prostituição, tráfico de pessoas e luta por trabalho digno. De tarde, foram apresentados vários testemunhos de discriminação de mulheres em diferentes sectores de actividade. Manuel Carvalho da Silva interveio no encerramento, alertando – como refere a agência Lusa – que as desigualdades de que as trabalhadoras são vítimas sofrem «recuos significativos». O Secretário-geral da CGTP-IN adiantou que a central irá assumir «uma posição ofensiva contra a possibilidade de legalização da prostituição como profissão», que tem vindo a ser defendido por alguns sectores e que constituiria «um atentado ao conceito de trabalho e de emprego».
A CGTP-IN inaugurou nesse dia uma sala dedicada à mulher, decorada com retratos de mulheres conhecidas pela luta que travaram em defesa dos seus direitos, como Maria Lamas ou Catarina Eufémia.
Um documento que serviu de base à discussão refere que a participação das mulheres no mercado de trabalho português aumentou nos últimos anos, mas ainda ganham em média menos 18 por cento (181 euros por mês) que os homens. As mulheres portuguesas trabalham em média 39 horas semanais, menos duas horas que os homens, mas fazem por semana mais 16 horas de trabalho não remunerado relacionado com a família. Nos serviços estão 74 por cento das mulheres trabalhadoras.
O estudo da Intersindical foi elaborado com base em dados do INE e do Ministério do Trabalho.