Desinvestimento continuado

Câmara de Odivelas não paga apoios sociais

A Câmara de Odivelas continua sem pagar as verbas destinadas às entidades de apoio social que intervêm junto de milhares de utentes e famílias do concelho.

Agudizam-se os problemas sociais

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Em causa está uma verba de apenas 50 mil euros, mas que tem uma grande importância para as entidades de apoio social do concelho. «Afinal, tanta conversa sobre o apoio ao associativismo, sobre o Estado social, as crianças e os idosos, e o resultado é a sistemática falha de compromissos e o desinvestimento continuado nas instituições que substituem o Estado na sua competência de prestar apoio social», denunciam os eleitos do PCP, explicando que o Programa de Apoio às Entidades de Odivelas (PAESO) se destina a apoiar, embora pouco, «as entidades que intervêm na área social».

Creches, infantários, ATL’s, centros de dia, apoio domiciliário são alguns dos equipamentos geridos por estas entidades, sem fins lucrativos, e que estão ao dispor da população do concelho. «Num momento em que se agudizam os problemas sociais, em que aumentam as dificuldades das instituições, assistimos a uma total falta de sensibilidade por parte de quem tanto fala das políticas sociais e do apoio aos mais carenciados», criticam os comunistas.

 

No «reino virtual»

 

Na última sessão da Câmara de Odivelas, Maria da Luz Nogueira e Rui Francisco apresentaram ainda uma declaração de voto a propósito do «pedido de prorrogação do prazo para o início da construção nos terrenos cedidos em direito de superfície à Associação de Jardins-Escola João de Deus».

No documento, os vereadores do PCP explicaram porque, em 2008 e agora em 2011 votaram e se manifestaram contra esta cedência ao Jardim-Escola João de Deus, onde as famílias terão sempre que pagar uma mensalidade. «O terreno em causa, na Ribeirada, Odivelas, com mais de cinco mim metros quadrados, estava destinado à construção de uma escola pública, uma EB/JI, prevista para 2011 e considerada como primeira prioridade em todos os instrumentos de planeamento municipais, nomeadamente a carta educativa», salientaram os eleitos, que defendem a gratuitidade do ensino.

Hoje, prosseguem, «o terreno continua lá, ao abandono, mas de concreto apenas a propaganda, o show-off e todo o aproveitamento político do PS em torno desta obra, que infelizmente como tantas outras neste concelho continua no reino virtual».



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