Portagens no Algarve
A Plataforma de Luta contra as portagens na A22, no Algarve, apresentou na passada semana um manifesto onde salienta que a cobrança de portagens vai fazer aumentar a sinistralidade na EN125 e prejudicar a economia da região.
No documento recorda-se que a introdução de portagens foi decidida pelo Governo PS, com o apoio do PSD, «contrariando anteriores compromissos políticos que vinculavam a medida à existência de alternativas» à «Via do Infante», como é mais conhecida. «O traçado da EN125 é caracterizado pelo atravessamento de muitas povoações e localidades densamente povoadas, cruzamentos, semáforos e passadeiras, e o projecto da sua requalificação prevê a criação de mais 84 rotundas. Em resumo, é muito mais uma rua do que propriamente uma estrada», entende a plataforma, frisando que se trata de uma das vias «mais perigosas da Europa».
Teme-se, por isso, que a sinistralidade na EN125, após introdução de portagens na A22, faça subir o número de vítimas de acidentes rodoviários, já responsáveis por uma média de 30 mortos por ano. Outra das preocupações prende-se com o «congestionamento da via, sobretudo no Verão, com todas as implicações que daí advêm em termos de poluição e muitas horas perdidas, tanto para os locais como para os turistas».