Sindicatos admitem nova greve geral
Dezenas de milhares de trabalhadores manifestaram-se em 39 capitais de província contra o projecto de aumento da idade da reforma dos 65 para os 67 anos. As duas maiores confederações sindicais espanholas, CCOO e UGT, ameaçaram convocar nova greve geral caso o governo persista neste objectivo.
Intervindo no comício em Madrid, no final de um desfile que juntou perto de 20 mil pessoas, o secretário-geral das Comisiones Obreras, Ignacio Fernández Toxo, prometeu para Janeiro «mobilizações e resposta conjunta dos trabalhadores», salientando que a alteração da idade da reforma marca «a fronteira entre o acordo e o desacordo». «Com os 67 anos não haverá acordo, haverá greve geral».
Também Cándido Méndez, secretário-geral da UGT, afirmou que os sindicatos impedirão que se concretize a dita reforma, embora tenha evitado a palavra greve.
A concretizar-se esta seria a segunda greve geral no espaço de quatro meses, algo nunca visto desde a implantação da democracia em Espanha.