Razões de luta
A célula do Partido na Carris está a apelar aos trabalhadores da empresa para que adiram massivamente à greve geral de 24 de Novembro. Na mais recente edição do seu boletim, O Carril, a célula comunista acrescenta razões para que estes trabalhadores se juntem ao protesto, considerando estar em curso «uma das maiores ofensivas contra os direitos conquistados por gerações de trabalhadores» na Carris.
Um primeiro motivo de revolta prende-se com o não pagamento integral da assistência médica e medicamentosa e do complemento do subsídio de baixa por doença quando esta é dada pelos médicos dos centros de saúde. O Tribunal do Trabalho já se pronunciou sobre esta matéria por diversas vezes, condenando a Carris, que continua a violar o Acordo de Empresa. Com a contratação de trabalhadores pela Carrisbus e pela Carristur, a Carris liberta-se de encargos, dado que a estes «não se lhe aplicam os direitos sociais em vigor na Carris, ainda que, na prática, trabalhem para a Carris».
As alterações sistemáticas aos horários, obrigando os trabalhadores a estar ao serviço 10 a 12 horas, e as pressões exercidas sobre os trabalhadores contratados a prazo são outras das razões para lutar, afirmou o PCP.