Francisco Lopes

Ataque à democracia

 

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Na sua intervenção, Francisco Lopes começou por desmistificar o que «ao longo das últimas décadas», em «consequência da natureza do capitalismo e do agravamento da crise», determinou «a situação para que o País foi conduzido», e que passou pelo processo de «centralização e concentração do capital com as privatizações, que restabeleceu o domínio dos grupos monopolistas sobre a economia e a vida nacionais» e pela «alienação da soberania e independência nacionais, de abdicação dos interesses nacionais, designadamente em torno das opções e do rumo da União Europeia».

O candidato à Presidência da República falou ainda do «pacote brutal de injustiça social e aprofundamento do País», que o Governo chama de Orçamento de Estado e que esteve em debate na Assembleia da República (ver página 19).

«Este é o maior ataque às condições de vida dos trabalhadores e do povo que foi desencadeado desde o fascismo. Este é um Orçamento ao serviço dos banqueiros e dos especuladores e contra o País», denunciou, acusando Cavaco Silva de não usar «os seus poderes para adopção de um Orçamento que responda às necessidades do País, mas sim para o consenso das medidas que provocam o desemprego, a precariedade, o congelamento e redução de salários, os cortes dos apoios sociais, do subsídio de desemprego, do abono de família».

Daí a necessidade de um Orçamento que responda às necessidades económicas e sociais com que se confronta. «A exigência é de ruptura e mudança, de um caminho novo, vinculado aos valores de Abril e ao cumprimento da Constituição da República Portuguesa», afirmou Francisco Lopes, defendendo, como elementos centrais, «pôr Portugal a produzir, a criar emprego com direitos, a distribuir a riqueza com justiça, a melhorar os salários, as pensões e as condições de vida, a garantir serviços públicos com qualidade e eficientes».

«Um projecto patriótico e de esquerda, de desenvolvimento, soberania, democracia, justiça e progresso social cuja concretização exige a participação e a luta dos trabalhadores e do povo português e tem nas eleições presidenciais, no apoio à nossa candidatura uma oportunidade para abrir caminho à sua concretização», acrescentou.

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As responsabilidades de Cavaco e de Alegre

 

Francisco Lopes teceu duras críticas a Manuel Alegre - «candidato do PS apoiado pelo BE, que tem profundas responsabilidades nos problemas que o País enfrenta» e que «representa na actual campanha o objectivo de salvar a continuidade da política desastrosa e injusta do Governo» - e a Cavaco Silva, que está comprometido «com o rumo de trituração do aparelho produtivo e da produção nacional, do desemprego e da dependência».

Sobre o anúncio de candidatura do actual Presidente da República, o candidato apoiado pelo PCP denunciou a «falta de transparência» e «ilusionismo político» de Cavaco Silva. «Disse que não iria utilizar cartazes por uma questão do controlo de gastos, depois de meses e meses de uso das funções de Presidente da República e dos recursos financeiros, humanos e logísticos públicos correspondentes ao serviço da sua campanha. Ao mesmo tempo anunciou que deu indicações para não ultrapassar metade dos gastos admitidos, também por uma questão de contenção. Só que isto não significa contenção, significa poder gastar mais de dois milhões de euros, duas ou três vezes mais do que a nossa candidatura prevê gastar», denunciou Francisco Lopes, acrescentando: «É esta a dimensão da contenção da candidatura de Cavaco Silva e é também esta a dimensão da demagogia e do engano a que quer sujeitar os portugueses».

As próximas eleições presidenciais são, por isso, «uma oportunidade para a escolha de um rumo, a afirmação de uma alternativa e a manifestação de força para um caminho de mudança».

«Daí a importância da nossa candidatura, a candidatura do PCP, patriótica e de esquerda, uma candidatura diferente. A única candidatura que não está comprometida com a política de direita que conduziu o País à situação em que se encontra. A única que assume um projecto de ruptura e mudança capaz de assegurar um Portugal com futuro», salientou Francisco Lopes.



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