Israel retoma construção de colonatos
Depois de vencida a moratória que impedia novos empreendimentos na Cisjordânia ocupada, o governo sionista avançou com a construção de 600 novas casas no território. Segundo organizações de defesa dos direitos humanos e da paz, os trabalhos progridem a um ritmo quatro vezes superior ao verificado antes do embargo judicial.
As mesmas fontes indicam que cerca de 13 mil empreitadas semelhantes já têm todas as licenças necessárias para se iniciarem. Em Jesuralém Leste, parcela da cidade tradicionalmente habitada por árabes, as autoridades israelitas também continuam a promover concursos públicos para construção de imóveis destinados exclusivamente a judeus.
Instado a comentar a situação, o delegado das Nações Unidas, Robert Serry, considerou-a «alarmante». Posteriormente, em comunicado, sublinhou que «o reinício da construção nos colonatos - ilegais à luz do Direito Internacional - vai na direcção oposta dos repetidos apelos da comunidade internacional, que tem insistido para que as partes criem condições que permitam a negociação. Tal só provocará a redução da confiança».
Na Cisjordânia vivem cerca de 300 mil colonos judeus e 2,2 milhões de palestinianos. Desde 1967, Israel tem coberto este território com uma rede crescente de colonatos e cerca de uma centena de postos militares.