Resistir!
Em comunicados dirigidos aos trabalhadores da ANA – Aeroportos de Portugal e do Metropolitano de Lisboa, o PCP acrescenta razões para a resistência a esta política. Os comunistas explicam em quanto é que cada trabalhador «está a ser roubado»: todos os trabalhadores verão os seus salários novamente congelados. Com a inflação nos 2 por cento, o seu salário real diminuirá esses dois por cento.
A isto acresce a proibição de qualquer valorização remuneratória, incluindo promoções (mesmo as já acordadas) e a redução de 10 por cento em todos os subsídios, suplementos, gratificações e demais prestações pecuniárias, designadamente senhas de presença, abonos, despesas de representação e trabalho suplementar ou extraordinário. Os trabalhadores que auferem acima de 1 500 euros versão ainda o seu vencimento reduzido.
Em ambas as empresas, e ao tomar estas medidas, o Governo pura e simplesmente pretende «suspender unilateralmente» um conjunto de cláusulas dos respectivos acordos de empresa.