Dia Mundial do Idoso

Uma sociedade cada vez mais injusta e desigual

A propósito das comemorações do Dia Mundial do Idoso, que teve lugar a 1 de Outubro, a Confederação Nacional dos Reformados Pensionistas e Idosos (MURPI) manifestou solidariedade com todos aqueles que são afectados nas áreas da saúde, da protecção social e das pensões.

 

Este é o momento de erguermos os nossos braços e a nossa voz

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«O envelhecimento é um fenómeno natural e o aumento médio da longevidade deve ser encarado como uma conquista civilizacional e não, como um peso, com o dramatismo com que os governos do PS e do PSD procuram encenar para impor medidas cada vez mais restritivas à valorização das pensões e impor mais sacrifícios àqueles que menos têm», acusa, em nota dirigida ao Avante!, o MURPI, salientando que na «sociedade contemporânea» procura-se «valorizar o que é novo e belo, o que tem força e produz, esquecendo todos aqueles que ao longo da sua vida deram o melhor do seu esforço e sacrifícios para aumentar a riqueza do nosso País e são hoje injustamente tratados e excluídos pelo poder político, mantendo baixas pensões de misérias, criando mais dificuldades no acesso aos cuidados de saúde e remetendo-os à solidão e à caridade pública».

A Confederação denuncia ainda o facto de o Governo, do PS, ter aprovado, em ano eleitoral, a gratuitidade de medicamentos genéricos para os idosos mais pobres e, neste ano, «ter retirado o benefício, prejudicando-os  e acusando-os de abusadores».

«Este Governo corrói o Estado Social», alerta o MURPI, que condena, de igual forma, a retirada do rendimento social de inserção, do complemento solidário para idosos e das pensões de invalidez e viuvez, com novos critérios na sua atribuição. Lembraram, por outro lado, que muitas organizações vocacionadas para o apoio e a prestação social estão em «dificuldades financeiras» por «falta de cumprimento do financiamento adequado e necessário».

Para os idosos, reformados e pensionistas «este é o momento de erguermos os nossos braços e a nossa voz contra a resignação e o conformismo, de marcharmos contra as injustiças sociais e lutar por uma política que defenda a valorização das pensões mais baixas para valores iguais e superiores ao limiar da pobreza, na defesa de protecção social e mais e melhores cuidados de saúde de proximidade».

 



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