Cimeira da NATO ameaça a paz

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«Os reais perigos e ameaças que representam, para os povos, os objectivos que se pretende atingir» com a realização da próxima Cimeira da NATO, foram anteontem apontados em Lisboa pela Campanha «Paz sim! NATO não!», que actualmente integra 104 organizações.

Para assinalar o Dia Internacional da Paz (21 de Setembro), e quando faltam cerca de dois meses para a Cimeira se reunir em Portugal (19 e 20 de Novembro), a comissão coordenadora da Campanha promoveu uma acção pública, na Praça dos Restauradores, com distribuição de folhetos e balões, junto ao mural ali recentemente recolocado.

Foi ainda divulgado um comunicado, alertando que os EUA e os seus aliados «pretendem que a NATO possa fomentar ainda mais a sua acção agressiva e interventiva em qualquer parte do Mundo e sob a desculpa de um qualquer (falso) pretexto», «desejam colocar num patamar ainda mais alto os orçamentos militares e a corrida aos armamentos» e «visam promover a instalação de bases militares estrangeiras e a transformação das forças armadas nacionais em forças mercenárias expedicionárias ao serviço da NATO – como já acontece com centenas de soldados portugueses».

No comunicado - divulgado à comunicação social e publicado na Internet, no sítio www.pazsimnatonao.org - considera-se «inaceitáveis» as declarações do ministro da Defesa português, que caracterizou o documento de discussão para a preparação da Cimeira como «muito bem elaborado», embora com «lacunas». «O que se exige ao Governo português é o respeito da letra e do espírito da Constituição» e «que tenha uma postura de defesa da soberania, da independência, da não ingerência, da não agressão, da resolução pacífica dos conflitos, da igualdade entre Estados; da abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração; do desarmamento e da dissolução dos blocos político-militares». A Campanha condena o Governo também por não promover «um amplo, sério e plural debate nacional quanto às gravosas consequências do amarrar de Portugal a uma nova escalada agressiva da NATO».

Reafirmando o apelo à participação na manifestação convocada para 20 de Novembro, na Avenida da Liberdade, e reagindo a notícias surgidas ultimamente, a Campanha refuta «qualquer tentativa que vise “justificar” a adopção de medidas que, a pretexto de supostos problemas de segurança, procurem restringir direitos democráticos fundamentais».



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