Presos há 11 meses sem julgamento

Activistas sarauís apelam à UE

Ali Salem Tamek, Brahim Dahan e Hamadi Naciri dirigiram, dia 9, uma carta aberta ao presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, na qual pedem a intervenção das instituições europeias junto do governo de Marrocos, com vista a pôr fim à sua prisão abusiva que se arrasta há 11 meses sem julgamento.

Os três activistas sarauís foram detidos com mais quatro camaradas seus, em 8 de Outubro de 2009, dentro do aeroporto de Casablanca, quando regressavam de uma visita aos campos de refugiados sarauís no Sudoeste da Argélia.

Dos sete detidos, quatro foram libertados, três deles após uma greve de fome de 41 dias. Os restantes permanecem presos preventivamente pelas autoridades marroquinas, que lhes levantaram acusações vagas com conotações criminais.

Na missiva ao Parlamento Europeu, os três presos políticos, que decidiram iniciar ontem, dia 15, uma nova greve de fome, chamam a atenção para as responsabilidades da União Europeia, cujas relações de parceria com o governo de Rabat têm sido utilizadas como capa para esconder as repetidas e clamorosas violações dos direitos humanos.

O texto refere designadamente o acordo de pescas com Marrocos, no qual a UE se tornou cúmplice do roubo dos recursos naturais do povo sarauí. Tanto as Nações Unidas como o próprio Parlamento Europeu, nos respectivos pareceres jurídicos, consideram o acordo ilegal já que o povo sarauí não foi consultado.

Entretanto, desde que o acordo entrou em vigor, Marrocos tem intensificado as suas acções repressivas, sentindo-se apoiado pela União Europeia nas suas pretensões infundadas e ilegais sobre a pátria dos sarauís.



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