Quebra do PIB resulta das opções políticas

O PCP reagiu, no dia 13, à estimativa para o PIB no segundo trimestre do ano, anunciada nesse dia. Em conferência de imprensa, Jorge Cordeiro, da Comissão Política, considerou que o crescimento estimado de 0,2 por cento comparativamente ao primeiro trimestre deste ano «revela que não só o objectivo definido pelo Governo para 2010 (variação de 0,5 por cento) pode estar comprometido como o risco de estagnação da economia portuguesa emerge como uma séria ameaça». As medidas recessivas impostas pelo Governo do PS, e pelo PSD, no PEC e medidas adicionais «fazem prever um segundo semestre para a economia portuguesa com um comportamento negativo», acrescentou.

O dirigente comunista realçou ainda que a variação homóloga de 1,4 por cento, agora divulgada, «não pode ser analisada ignorando que parte de uma base particularmente negativa (menos 3,1 por cento verificada no segundo trimestre de 2009) e que traduz uma redução face ao 1,8 por cento registado no primeiro trimestre deste ano».

Para Jorge Cordeiro, «não há manipulação estatística que iluda que depois de uma forte quebra do PIB em 2009 de menos 2,6 por cento, a economia portuguesa apresenta uma produção nacional no segundo trimestre deste ano ainda inferior à de 2008 e 2007, respectivamente em menos 1,8 por cento e 1,0 por cento».

Os comunistas consideram que, tal como têm vindo a alertar, «não é com políticas recessivas – de abandono do investimento, de falta de apoio à produção nacional e de contracção do mercado interno – que os problemas estruturais da economia portuguesa podem ter solução». A resposta aos problemas do País terá de ser outra, reafirmou o dirigente do PCP, inseparável de uma política alternativa que «estimule a economia e o emprego, apoie a produção nacional e as pequenas e médias empresas, aposte no investimento público e dinamize o mercado interno pela valorização dos salários, das pensões de reforma e dos rendimentos familiares».



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