Ética e suspeitas na SPdH
«O cargo de DSI deve ser desempenhado por alguém que esteja acima de qualquer suspeita, o que parece não ser o caso», afirma a Comissão de Trabalhadores da SPdH (empresa participada a 49,9 por cento pela TAP, que resultou da privatização das Operações de Terra desta e que usa a denominação comercial Groundforce Portugal).
A CT teceu aquele comentário num comunicado em que contrapôs alguns excertos do recente «Código de Ética e Conduta» e notícias sobre as suspeitas de que o actual Director de Segurança e Inspecção da Groundforce, Sérgio Manuel Bagulho, estaria relacionado com um episódio de fuga de informação, detectado pela PJ na investigação que envolve Armando Vara.
Reconhecendo que «não estamos a falar de culpados, mas sim de arguidos», a CT recorda que questionou o administrador-delegado, Fernando Melo, o qual declarou a sua confiança pessoal no nomeado.
Enquanto este DSI, alvo de tantas suspeitas públicas, mereceu confiança e uma remuneração de mais de dez ordenados mínimos por mês, os trabalhadores deparam-se com uma revisão salarial «zero» e «basta estar com um jornal debaixo do braço ou exigir o cumprimento do AE, para se ter um processo disciplinar», nota a CT.