Tribuna pela saúde militar
A Associação Nacional de Sargentos, a Associação Nacional dos Militarizados da Marinha, a Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima, a Associação de Praças e a Comissão de Militares marcaram para ontem uma tribuna pública no Largo de São Domingos, em Lisboa, contra a destruição da saúde militar.
Num comunicado onde apelou à participação de toda a família militar nesta acção, a Associação Nacional de Sargentos recordou que a «reforma» na saúde militar, a decorrer pela mão do Governo PS significa «o fim da assistência na saúde a todos os que não estejam em missões efectivas».
Para a ANS, a intenção de encerrar o Hospital de Santa Clara, numa primeira fase, já anunciada, e o Hospital do Lumiar, numa segunda fase, deslocando e concentrando toda a assistência no Hospital Militar da Estrela, deve-se exclusivamente a «razões economicistas e de filosofia ultra-liberal» que atiram os militares e as suas famílias «para um beco sem saída».
Com aqueles encerramentos, os militares na reserva e na reforma, bem como os deficientes das Forças Armadas «são empurrados para a chamada “capacidade sobrante” dos hospitais militares , ou para o Serviço Nacional de Saúde», acusou a ANS, lembrando que esta reforma está a ser conduzida sem a participação das associações de militares, ao contrário do que obriga a Lei do direito de associação profissional dos militares.