Mobilizar toda a gente
No âmbito das «500 acções contra o PEC», os comunistas estão nas ruas a denunciar o conteúdo deste programa e a afirmar os eixos centrais da nova política de que o País precisa.
A mobilização para a manifestação foi constante nas acções realizadas
No Porto, no dia 24, os comunistas contestaram as privatizações previstas no PEC, nomeadamente a da CP, numa acção de rua realizada junto à estação de São Bento. Na iniciativa, da responsabilidade dos Sectores Profissionais e da célula da CP do Porto, intervieram Maços Nunes e o deputado Jorge Machado, que realçaram os aspectos mais negativos para os trabalhadores e para a população desta anunciada privatização.
A privatização da CP, acrescentou-se, significaria a degradação dos serviços, o encerramento de estações, dificultando o acesso das populações mais afastadas aos centros urbanos. Mais acarretaria também o aumento dos preços, a destruição de postos de trabalho, a redução de salários, mais precariedade e mais lucros para o grande capital. O caso inglês prova-o, alertou Jorge Machado.
Dias antes, no concelho de Almada, Vasco Cardoso, da Comissão Política, participou numa tribuna pública à qual compareceram centena e meia de pessoas. O local escolhido foi um largo no Laranjeiro, junto a um cruzamento de várias vias onde se situam as paragens dos autocarros e do metropolitano de superfície, o que levou a que muitas outras pessoas ouvissem as razões dos comunistas para contestar o PEC.
Depois da exposição inicial do dirigente comunista seguiu-se um período marcado por várias perguntas sobre as consequências das medidas propostas pelo Governo, em conluio com o PSD, no dia-a-dia dos trabalhadores e dos reformados, assim como em outras classes desfavorecidas da população. Aproveitou-se a ocasião para mobilizar todos para a manifestação do próximo sábado.
Ao Avante! chegou também a informação de uma acção realizada na freguesia moitense de Baixa da Banheira, na qual foi distribuído um comunicado da Comissão de Freguesia sobre estas matérias.