Melhores salários só com a luta

O congelamento salarial, que o Governo e a administração do Grupo Águas de Portugal pretendem impor este ano, é uma medida «altamente gravosa para os trabalhadores e suas famílias», tanto mais, quanto as empresas têm acumulado lucros milionários, como voltou a acontecer em 2009, protestaram os representantes do pessoal. Numa nota distribuída pelo Sindicato dos Metalúrgicos, da CGTP-IN, anunciaram para hoje, a partir das 14 horas, uma concentração frente à sede do grupo, em Lisboa (Rua Visconde Seabra, 3).
Em plenário, no domingo, os trabalhadores das minas de Neves-Corvo, em Castro Verde, decidiram realizar uma semana de greves de 24 horas, entre 5 e 11 de Maio, considerando que a administração da Somincor agiu de má-fé, quando mostrou disponibilidade para o diálogo, e continua a não querer negociar as reivindicações que estiveram na base de 43 dias de greve, de duas horas por turno, desde 16 de Fevereiro: aumento de cem euros no subsídio de «fundo de mina» e garantia de pagamento da compensação pela laboração no Dia de Santa Bárbara. Uma reunião de negociação está marcada para hoje.
Inicia-se hoje uma série de greves de duas horas por turno e recusa de trabalho suplementar, na Nutriquim, do Grupo CUF, no Barreiro, para exigir a actualização dos salários e das retribuições inscritas no AE da Quimigal (com sucessivas alterações), como determinou o Supremo Tribunal de Justiça - informou o Sinquifa/CGTP-IN.
Representantes dos trabalhadores da Portugal Telecom compareceram no dia 16, sexta-feira, frente à sede do grupo, em Lisboa, onde interpelaram os accionistas que entravam para a assembleia-geral, nessa tarde, reclamando um início rápido das negociações salariais, adiadas para Maio, quando os aumentos deveriam vigorar já em Janeiro. A iniciativa foi promovida por uma «plataforma sindical», que a 18 de Março apresentou à empresa uma proposta única de acordo colectivo de trabalho para todo o Grupo PT. Os sindicatos Sinquadros, Sinttav, SNTCT, STPT e STT contestam o adiamento e até ameaça de recusa dos aumentos salariais, quando ocorre uma farta distribuição de dividendos aos accionistas (mais de 500 milhões de euros), que por seu turno decidem premiar os administradores com cerca de 13 milhões.
A Brisa manteve 0,8 por cento e valores inferiores, para a actualização da tabela salarial e outras retribuições, e declarou o desejo de acabar com as diuturnidades, rejeitando o aumento mínimo de 20 euros, proposto pela Fepces/CGTP-IN, o que levou o Sindicato do Comércio e a federação a recorrerem à fase de conciliação, no final de Março, lembrando os lucros de 2009 (161 milhões), os dividendos anunciados e as remunerações chorudas dos administradores. O CESP/CGTP-IN contestou, na semana passada, a intenção discriminatória anunciada, de aumentar apenas os salários dos associados de estruturas que aceitaram os valores patronais.


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