Paladinos da Paz…
As atenções da imprensa mundial estão centradas na cimeira em torno da questão nuclear promovida pela Administração Norte-Americana em Washington que se sucede à assinatura entre EUA e Federação Russa do novo acordo START.
Da reunião de Washington – um conclave com convites dirigidos e que deixa de fora vários países - sairão sonantes proclamações, mas até os mais insuspeitos «analistas» apontam para uma «agenda restrita» e conclusões «não vinculativas». O principal mote da cimeira foi dado na véspera por Barack Obama: ir-se-á centrar no «facto de a maior ameaça à segurança dos Estados Unidos - a curto, médio e longo prazo - ser a possibilidade de uma organização terrorista vir a obter uma arma nuclear»(1). Mas as preocupações de Washington são outras e estão directamente relacionadas com o complexo processo de rearrumação de forças que está em curso no plano mundial.
Como bem assinalado na Crónica Internacional deste número do «Avante!» os tempos próximos dirão qual o real alcance do tratado já assinado entre EUA e Federação Russa e quais as reais intenções da administração norte-americana nesta sua «ofensiva» diplomática. Se um real interesse na não proliferação e redução ou se um ajuste táctico visando a manutenção da sua avassaladora supremacia militar que pode passar pelo desenvolvimento de uma ainda mais forte escalada armamentista convencional, pelo desenvolvimento de mais sofisticadas armas e sistemas míssil ou mesmo pela militarização do cosmos.
Entretanto, no meio de uma agenda mediática intensa que tenta mais uma vez apresentar Obama como o paladino da paz mundial, ficam submersos e são ocultados os acontecimentos e denúncias que revelam muito das intenções e práticas dos EUA e seus aliados. O ataque das tropas norte-americanas a um autocarro civil em Kandahar provocando cinco mortos e dezenas de feridos nas vésperas de uma nova matança nesta região do Afeganistão, o decreto militar israelita para a expulsão de dezenas de milhares de palestinianos da Cisjordânia e o recente vídeo de um massacre de civis e crianças no Iraque(2), trazido a
público por duas das vítimas serem dois jornalistas da Reuters, são apenas três dos inúmeros exemplos de crimes daqueles que agora são apresentados como os paladinos da paz e da contenção.
___________________
(1) Jornal Público – 13 Abril 2010
(2) http://wikileaks.org/
Da reunião de Washington – um conclave com convites dirigidos e que deixa de fora vários países - sairão sonantes proclamações, mas até os mais insuspeitos «analistas» apontam para uma «agenda restrita» e conclusões «não vinculativas». O principal mote da cimeira foi dado na véspera por Barack Obama: ir-se-á centrar no «facto de a maior ameaça à segurança dos Estados Unidos - a curto, médio e longo prazo - ser a possibilidade de uma organização terrorista vir a obter uma arma nuclear»(1). Mas as preocupações de Washington são outras e estão directamente relacionadas com o complexo processo de rearrumação de forças que está em curso no plano mundial.
Como bem assinalado na Crónica Internacional deste número do «Avante!» os tempos próximos dirão qual o real alcance do tratado já assinado entre EUA e Federação Russa e quais as reais intenções da administração norte-americana nesta sua «ofensiva» diplomática. Se um real interesse na não proliferação e redução ou se um ajuste táctico visando a manutenção da sua avassaladora supremacia militar que pode passar pelo desenvolvimento de uma ainda mais forte escalada armamentista convencional, pelo desenvolvimento de mais sofisticadas armas e sistemas míssil ou mesmo pela militarização do cosmos.
Entretanto, no meio de uma agenda mediática intensa que tenta mais uma vez apresentar Obama como o paladino da paz mundial, ficam submersos e são ocultados os acontecimentos e denúncias que revelam muito das intenções e práticas dos EUA e seus aliados. O ataque das tropas norte-americanas a um autocarro civil em Kandahar provocando cinco mortos e dezenas de feridos nas vésperas de uma nova matança nesta região do Afeganistão, o decreto militar israelita para a expulsão de dezenas de milhares de palestinianos da Cisjordânia e o recente vídeo de um massacre de civis e crianças no Iraque(2), trazido a
público por duas das vítimas serem dois jornalistas da Reuters, são apenas três dos inúmeros exemplos de crimes daqueles que agora são apresentados como os paladinos da paz e da contenção.
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(1) Jornal Público – 13 Abril 2010
(2) http://wikileaks.org/