Justiça, finalmente
Os antigos trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU) aguardam com expectativa que a Assembleia da República venha, finalmente, a fazer-lhes justiça e aprove amanhã os diplomas dos partidos da oposição que respondem às suas reivindicações.
Os antigos trabalhadores há muito reclamam que mesmo aqueles que não tinham vínculo à ENU à data da sua dissolução sejam abrangidos por um decreto-lei que os equipare a trabalhadores de fundo de mina, consagrando benefícios na idade da reforma. Pretendem igualmente que sejam pagas indemnizações aos familiares dos que morreram de doenças relacionadas com a exposição à radioactividade, reivindicando por fim acompanhamento médico e apoio aos trabalhadores e suas famílias em caso de doença. O projecto de lei do PCP é o mais completo e abrangente e, por consequência, é o que responde à totalidade das preocupações dos trabalhadores.
Na anterior legislatura, recorde-se, a maioria absoluta do PS impediu por duas vezes a sua aprovação (tal como de outros diplomas da oposição), o que deixou de poder fazer com a actual composição parlamentar. Resta saber se os partidos da oposição levam até ao fim o esboço de entendimento já declarado e aprovam os projectos uns dos outros. O PCP pela sua parte, assim o fará, contribuindo, desse modo, como salientou o deputado Miguel Tiago no debate realizado faz amanhã oito dias, para que a Assembleia da República tenha a oportunidade de resolver a «injustiça injustificável» que tem atingido os ex-trabalhadores da ENU.
Os antigos trabalhadores há muito reclamam que mesmo aqueles que não tinham vínculo à ENU à data da sua dissolução sejam abrangidos por um decreto-lei que os equipare a trabalhadores de fundo de mina, consagrando benefícios na idade da reforma. Pretendem igualmente que sejam pagas indemnizações aos familiares dos que morreram de doenças relacionadas com a exposição à radioactividade, reivindicando por fim acompanhamento médico e apoio aos trabalhadores e suas famílias em caso de doença. O projecto de lei do PCP é o mais completo e abrangente e, por consequência, é o que responde à totalidade das preocupações dos trabalhadores.
Na anterior legislatura, recorde-se, a maioria absoluta do PS impediu por duas vezes a sua aprovação (tal como de outros diplomas da oposição), o que deixou de poder fazer com a actual composição parlamentar. Resta saber se os partidos da oposição levam até ao fim o esboço de entendimento já declarado e aprovam os projectos uns dos outros. O PCP pela sua parte, assim o fará, contribuindo, desse modo, como salientou o deputado Miguel Tiago no debate realizado faz amanhã oito dias, para que a Assembleia da República tenha a oportunidade de resolver a «injustiça injustificável» que tem atingido os ex-trabalhadores da ENU.