Estaleiros reclamam encomendas

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) «cairam num buraco e só podem sair dele com uma administração capaz, que reorganize a empresa e consiga novas encomendas», alertou à Lusa, no dia 26 de Dezembro, o presidente da Comissão de Trabalhadores, Manuel Cadilha.
A anulação do contrato para a construção de dois mega-iates de luxo e a recusa do Governo Regional dos Açores de receber o navio Atlântida, por este não cumprir com a velocidade contratualizada, foram «duas machadadas» nos ENVC que, a par da crise mundial, levaram a Comissão de Trabalhadores a exigir, urgentemente, novas encomendas.
Só depois de, por iniciativa do Grupo Parlamentar do PCP, ter sido criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para auscultar as partes e apurar as circunstâncias em torno da suspensão daquele contrato é que o Governo Regional e os Estaleiros desbloquearam a situação. No dia 23, anunciaram um acordo onde finda a suspensão mas onde todos os encargos são atribuídos aos ENVC.
O acordo prevê o pagamento dos dois navios, orçados em mais de 40 milhões de euros, pela ENVC à Atlânticoline, empresa de transporte marítimo de passageiros no arquipélago açoriano. Destes, 32 milhões terão sido pagos até o fim do ano passado, prevendo-se o restante pagamento, em prestações, até 2012.
Dos 900 trabalhadores no estaleiro, os 120 contratados irão sendo dispensados à medida que os contratos forem cessando, também até 2012, salientou o presidente da CT.


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