Lisboa

Obras paradas 43 maus exemplos

A direita chegou ao poder na Câmara de Lisboa há praticamente dois anos. Desde então, alterou-se para pior o movimento da Cidade em direcção a níveis maiores de qualidade de vida para todos os seus habitantes e visitantes.
De repente, coligimos para esta edição 43 exemplos. 43. Mas há muitos mais. Muitíssimos mais.
A recuperação e reabilitação de bairros como o da Liberdade e o da Serafina foram congeladas. A reabilitação do Casal Ventoso foi interrompida: um verdadeiro crime, de consequências imprevisíveis, dados os antecedentes do local.
Em Santo Condestável, os equipamentos sociais do programa Urban II, designadamente o gimnodesportivo e o parque infantil, acabaram por não ser iniciados por esta Vereação.
O Centro de Saúde da Quinta do Loureiro, terminado no anterior mandato, ainda não funciona. O Centro de Saúde da Graça, que também ficou pronto em 2001, continua fechado.
O Centro Social do Casal Ventoso funciona a meio gás por falta de dinheiro, como os jornais têm noticiado.
Na Freguesia de Campolide, os eleitos comunistas identificam pelo menos 12 casos de obras e projectos, programas e iniciativas paradas há dois anos e sem perspectivas de retoma.

Prioridades da Cidade adiadas

A conclusão dos programas de realojamento e sua continuação através de programas de apoio social seria indispensável para que o trabalho gigantesco feito nos anos 90 em Lisboa não se perdesse ingloriamente. Mas assim não aconteceu. A CML resolveu esquecer essa importantíssima frente de trabalho. São prioridades da Cidade que ficam adiadas.
Por outra parte, só em equipamentos desportivos e sociais parados e não concluídos, são dezasseis os casos detectados. São muitas centenas de milhares de contos de obra ao abandono. Tão ou mais grave: numa infeliz gestão dos dinheiros públicos, Santana Lopes já demoliu obra feita pela anterior câmara (Quinta da Bela Flor e Rua das Açucenas, na Ajuda), no valor de milhões de euros, como se sabe, já inaugurou obra da anterior câmara e mantém grandes equipamentos fechados há dois anos. Estes, que são obra feita no anterior mandato, Santana vai poder depois inaugurá-los como se fossem obra sua? Talvez. É que, de facto, não tem obra sua para inaugurar, mas já procedeu a inauguração de obra alheia sem a mínima referência a quem conduziu a sua construção...

Equipamentos sociais e desportivos

Há equipamentos em falta na Cidade. Mas há bastantes exemplos de equipamentos sociais e desportivos feitos ou quase prontos do mandato anterior, e que se encontram fechados ou parados. Um caso que faz pensar. Na Cidade de Lisboa faltam ainda equipamentos desportivos e sociais, apesar do esforço de criação deste tipo de infra-estruturas nos últimos anos. De facto, muitas estruturas das que existem foram concebidas e executadas nos mandatos anteriores. Tomou-se então como prioridade esta função da autarquia: criar e colocar ao serviço da população lisboeta e das suas organizações recreativas vários pavilhões desportivos, sedes de associações e de colectividades, equipamentos culturais e até de saúde e outros.
Na parte final do mandato anterior, as obras continuaram e alguns importantes equipamentos daquele género ficaram concluídos, prontos a funcionar ou em fase final de acabamento.

Prontos mas fechados!

Parece ficção que numa Cidade que tanto precisa de equipamentos deste género, haja equipamentos deixados prontos ou quase prontos em 2001 e que são mantidos fechados contra os interesses da população de Lisboa. Discrimina-se a seguir uma lista dessa situação real e dura para os lisboetas.
Equipamentos sociais: Em Marvila, Espaço Jovem do Bairro do Armador («Edifício do Lápis»), Escola Municipal Infantil de Trânsito para o Bairro do Armador e Centro de Saúde do Bairro dos Lóios; em Campolide, Lar e Centro de Dia na Rua D. Carlos de Mascarenhas; no Beato, Parque Infantil da Quinta do Ourives, que foi iniciado em 2001 e ainda não foi concluído; na Ameixoeira, Jardim de Infância (na Escola 109), que está parado há quase dois anos, tendo já o empreiteiro explicado a razão: falta de pagamento; na Ajuda, obras do Bairro 2 de Maio, que continuam paradas, apesar de colocados alguns andaimes em prédios, o que se torna até perigoso.
Equipamentos desportivos: em Benfica, Pavilhão do Bairro da Boavista e o Campo de Futebol do Bairro da Boavista; o Pavilhão Desportivo da Escola Secundária de Camões (construída pela CML); em São João de Brito, Centro Municipal de Xadrez (encerrado, depois de mais de um ano em funcionamento); no Alto do Pina, Piscina do Casal Vistoso; em Santa Catarina, o polivalente local; em São Vicente de Fora, Piscina de Alfama; em Campolide, a piscina local (com terreno atribuído e projecto) e dois polidesportivos: o da Rua Conde de Nova Goa e o do Bairro da Liberdade.
E que dizer do abandono a que a actual maioria na CML votou o Pavilhão Carlos Lopes? O programa geral da obra de recuperação está pronto há mais de dois anos! E durante o actual mandato, nenhuma das necessárias e habituais obras de manutenção periódica foi efectuada.
São apenas 43, dos muitos maus exemplos que pululam na Cidade. Lisboa não pode continuar adiada!


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