Elevar a formação ideológica
A formação ideológica é uma necessidade constante para os quadros do Partido aos mais variados níveis. Em 2010, com cada edição de O Militante sairá uma brochura sobre diversos aspectos da filosofia marxista-leninista.
A Dialética Marxista é o tema do caderno disponível a partir de hoje
Da autoria de José Barata-Moura, esta série de brochuras – intitulada Cadernos O Militante – abordará vários temas do marxismo-leninismo. O primeiro, disponível desde hoje, é intitulado Dialética Marxista e fornece, de forma resumida e acessível, uma definição do que é a dialética para Marx e a importância da sua compreensão para a luta dos comunistas.
A dado momento do texto, quando aborda a natureza materialista da dialética marxista, o autor cita Marx e Engels para afirmar que as «Ideias não podem, de modo nenhum, levar a cabo nada. Para o levar a cabo das ideias são precisos os homens, que põem em acção um poder prático». Mais adiante, José Barata-Moura lembra que o pensamento de Marx «não se alimenta nem da utopia nem do simples protesto condoído ante a sorte dos oprimidos e dos desamparados». Ou seja, continua, «não é a partir de uma idealização (abstracta) do futuro, nem de um estabelecimento de um dever-ser moral (recheado de exigências éticas), que ele se constitui, naquilo que de mais válido e de revolucionário contém, dá a pensar e concita à realização».
Se Marx, por outro lado, «denuncia, critica e prepara a ultrapassagem da ordem capitalista existente» é porque «estuda as contradições materiais sobre que repousa, porque compreende as possibilidades objectivas que encerra e que do seu seio se vão perfilando, porque determina os agentes sociais que podem protagonizar e dirigir a sua transformação, porque elabora a estratégia e a táctica que hão-de conduzir ao seu objectivo (material) revolucionamento».
Os cinco números seguintes serão dedicados a outros tantos temas: Do Ideal Comunista, É o Marxismo Científico?, Marxismo-leninismo em Debate; O Legado Filosófico de Hegel; e Superestrutura e Classes Sociais.
Esta série integra-se numa campanha de difusão de O Militante, particularmente através da angariação de novos assinantes, aos quais será enviado gratuitamente um exemplar de um número da série (mediante indicação, na ficha de inscrição constante do folheto distribuído às organizações do Partido).
Os cadernos, que poderão ser vendidos separadamente, mas sempre acompanhados do folheto com a ficha de assinatura, serão distribuídos às organizações com cada número de O Militante ao longo do ano que agora começa. Cada caderno terá um preço de venda de 2 euros, beneficiando as organizações de um desconto de 30 por cento. Os pedidos do primeiro cadernos deverão ser feitos o mais brevemente possível para a Editorial Avante!.
Para além do objectivo de aumentar a difusão do boletim de organização do Partido, através da angariação de novos assinantes, esta edição insere-se no objectivo de contribuir para a elevação da formação teórica dos membros do Partido, definida pelo XVIII Congresso (e reafirmada pelo Comité Central na sua reunião de Novembro) como uma das prioridades do reforço da organização e intervenção do PCP. Na resolução política do Congresso, destacava-se a importância dos cursos de formação ideológica, mas referia-se também que a «leitura e o estudo (individuais e colectivos) são de uma grande importância e devem ser promovidos e incentivados».
O Militante sai hoje
Está disponível a partir de hoje a edição de Janeiro/Fevereiro de O Militante, o primeiro a vir acompanhado de uma brochura de José Barata-Moura (ver texto nesta página). Na capa, destaca-se a acção de reforço do Partido «Avante! Por um PCP mais forte», com a publicação, extraordinariamente nas primeiras páginas da publicação, da resolução do Comité Central aprovada no passado mês de Novembro precisamente com este título.
Entre os artigos nesta edição, têm destaque de capa os textos de Jorge Cordeiro, sobre O Projecto Autárquico do PCP; de Rui Paixão, O «novo» Governo do PS – as tarefas que se colocam aos trabalhadores; de Luís Carapinha, Europa de Lestedas ilusões à amargura, ; e, de Margarida Botelho, Algumas notas sobre o Bloco de Esquerda.
Neste último, a dirigente comunista propõe-se a aprofundar a definição desta força política feita no XVIII Congresso do Partido, que, lembra, «levantou polémica». É que apesar de a Resolução Política do Congresso conter sobre o assunto apenas três parágrafos, em quase 90 páginas, «o assunto foi abordado na comunicação social como se tivesse sido o tema principal do Congresso».
No texto, Margarida Botelho reafirma que não se pode ter ilusões em relação a esse partido: «esquerda de classe, patriótica, com projecto? Nada disso.» O próprio BE, continua, tem «crescido na ambiguidade dos termos com que se autodefine: “esquerda socialista”, “radical”, “moderna”, “alternativa”, “decente”, “responsável”, “extrema-esquerda”, “nova esquerda”, “esquerda toda”.» E são os seus próprios dirigentes a valorizar essa indefinição ideológica.
Margarida Botelho chama ainda a atenção para o anticomunismo desta formação política e para o seu alinhamento, em diversas ocasiões, com a agenda política do PS – quer na Assembleia da República, de que são exemplos a imposição do referendo à despenalização do aborto ou na aprovação da lei da paridade, quer em «toda a linha divisionista no movimento sindical unitário, abrindo caminho à sua fragilização – um dos objectivos de sempre do capital».
Nesta edição, O Militante conta ainda com um artigo de Jorge Pires, intitulado É com o PCP que os trabalhadores podem contar. Mário Peixoto escreve sobre a luta no Arsenal do Alfeite e Cristina Cardoso sobre o 9.º Congresso da JCP, a realizar em Maio deste ano. O deputado Miguel Tiago reflecte sobre O capitalismo e a natureza e João Vieira escreve sobre Imperialismo e Agricultura – a conspiração de Doha.
Em «História», evoca-se o centenário da implantação da República, com um artigo da autoria de Cristina Nogueira, intitulado O 31 de Janeiro no Porto, bandeira de luta antifascista. O economista Pedro Carvalho aborda O Japão, entre a estagnação e a deflação. O 60.º aniversário do assassinato de Militão Ribeiro também é destacado.
A dado momento do texto, quando aborda a natureza materialista da dialética marxista, o autor cita Marx e Engels para afirmar que as «Ideias não podem, de modo nenhum, levar a cabo nada. Para o levar a cabo das ideias são precisos os homens, que põem em acção um poder prático». Mais adiante, José Barata-Moura lembra que o pensamento de Marx «não se alimenta nem da utopia nem do simples protesto condoído ante a sorte dos oprimidos e dos desamparados». Ou seja, continua, «não é a partir de uma idealização (abstracta) do futuro, nem de um estabelecimento de um dever-ser moral (recheado de exigências éticas), que ele se constitui, naquilo que de mais válido e de revolucionário contém, dá a pensar e concita à realização».
Se Marx, por outro lado, «denuncia, critica e prepara a ultrapassagem da ordem capitalista existente» é porque «estuda as contradições materiais sobre que repousa, porque compreende as possibilidades objectivas que encerra e que do seu seio se vão perfilando, porque determina os agentes sociais que podem protagonizar e dirigir a sua transformação, porque elabora a estratégia e a táctica que hão-de conduzir ao seu objectivo (material) revolucionamento».
Os cinco números seguintes serão dedicados a outros tantos temas: Do Ideal Comunista, É o Marxismo Científico?, Marxismo-leninismo em Debate; O Legado Filosófico de Hegel; e Superestrutura e Classes Sociais.
Esta série integra-se numa campanha de difusão de O Militante, particularmente através da angariação de novos assinantes, aos quais será enviado gratuitamente um exemplar de um número da série (mediante indicação, na ficha de inscrição constante do folheto distribuído às organizações do Partido).
Os cadernos, que poderão ser vendidos separadamente, mas sempre acompanhados do folheto com a ficha de assinatura, serão distribuídos às organizações com cada número de O Militante ao longo do ano que agora começa. Cada caderno terá um preço de venda de 2 euros, beneficiando as organizações de um desconto de 30 por cento. Os pedidos do primeiro cadernos deverão ser feitos o mais brevemente possível para a Editorial Avante!.
Para além do objectivo de aumentar a difusão do boletim de organização do Partido, através da angariação de novos assinantes, esta edição insere-se no objectivo de contribuir para a elevação da formação teórica dos membros do Partido, definida pelo XVIII Congresso (e reafirmada pelo Comité Central na sua reunião de Novembro) como uma das prioridades do reforço da organização e intervenção do PCP. Na resolução política do Congresso, destacava-se a importância dos cursos de formação ideológica, mas referia-se também que a «leitura e o estudo (individuais e colectivos) são de uma grande importância e devem ser promovidos e incentivados».
O Militante sai hoje
Está disponível a partir de hoje a edição de Janeiro/Fevereiro de O Militante, o primeiro a vir acompanhado de uma brochura de José Barata-Moura (ver texto nesta página). Na capa, destaca-se a acção de reforço do Partido «Avante! Por um PCP mais forte», com a publicação, extraordinariamente nas primeiras páginas da publicação, da resolução do Comité Central aprovada no passado mês de Novembro precisamente com este título.
Entre os artigos nesta edição, têm destaque de capa os textos de Jorge Cordeiro, sobre O Projecto Autárquico do PCP; de Rui Paixão, O «novo» Governo do PS – as tarefas que se colocam aos trabalhadores; de Luís Carapinha, Europa de Lestedas ilusões à amargura, ; e, de Margarida Botelho, Algumas notas sobre o Bloco de Esquerda.
Neste último, a dirigente comunista propõe-se a aprofundar a definição desta força política feita no XVIII Congresso do Partido, que, lembra, «levantou polémica». É que apesar de a Resolução Política do Congresso conter sobre o assunto apenas três parágrafos, em quase 90 páginas, «o assunto foi abordado na comunicação social como se tivesse sido o tema principal do Congresso».
No texto, Margarida Botelho reafirma que não se pode ter ilusões em relação a esse partido: «esquerda de classe, patriótica, com projecto? Nada disso.» O próprio BE, continua, tem «crescido na ambiguidade dos termos com que se autodefine: “esquerda socialista”, “radical”, “moderna”, “alternativa”, “decente”, “responsável”, “extrema-esquerda”, “nova esquerda”, “esquerda toda”.» E são os seus próprios dirigentes a valorizar essa indefinição ideológica.
Margarida Botelho chama ainda a atenção para o anticomunismo desta formação política e para o seu alinhamento, em diversas ocasiões, com a agenda política do PS – quer na Assembleia da República, de que são exemplos a imposição do referendo à despenalização do aborto ou na aprovação da lei da paridade, quer em «toda a linha divisionista no movimento sindical unitário, abrindo caminho à sua fragilização – um dos objectivos de sempre do capital».
Nesta edição, O Militante conta ainda com um artigo de Jorge Pires, intitulado É com o PCP que os trabalhadores podem contar. Mário Peixoto escreve sobre a luta no Arsenal do Alfeite e Cristina Cardoso sobre o 9.º Congresso da JCP, a realizar em Maio deste ano. O deputado Miguel Tiago reflecte sobre O capitalismo e a natureza e João Vieira escreve sobre Imperialismo e Agricultura – a conspiração de Doha.
Em «História», evoca-se o centenário da implantação da República, com um artigo da autoria de Cristina Nogueira, intitulado O 31 de Janeiro no Porto, bandeira de luta antifascista. O economista Pedro Carvalho aborda O Japão, entre a estagnação e a deflação. O 60.º aniversário do assassinato de Militão Ribeiro também é destacado.