Confiança no futuro
Na sua mensagem de Ano Novo (disponível em pcp), Jerónimo de Sousa manifesta a sua confiança no futuro do País. Mas, afirma, há que lutar por isso.
O compromisso fundamental do Governo é com os mais ricos e poderosos
Nessa mensagem, Jerónimo de Sousa chama a atenção para os cerca de 700 mil trabalhadores desempregados, muitos dos quais sem subsídio de desemprego e para o trabalho precário e sem direitos imposto às novas gerações. Estes fenómenos, aos quais se junta o encerramento de empresas, criam um «drama económico e social» em vastas regiões do País.
Segundo o Secretário-geral do PCP, estas e outras dificuldades são o resultado de uma política de direita prosseguida há vários anos, com o poder dominante a tentar esconder a realidade do País, marcada por baixos salários, despedimentos, pobreza e encerramento de serviços públicos. Ou seja, prossegue Jerónimo de Sousa, uma política que, «impondo sacrifícios a quem vive do seu trabalho, da sua reforma, dos seus pequenos rendimentos, favorece os lucros dos grandes grupos económicos».
Na sua mensagem, o dirigente comunista critica o Governo do PS por esta grave situação. Mesmo em tempo de crise, continua, o executivo permite que alguns metam ao bolso «fortunas colossais», demonstrando assim que não quer a mudança e que os seus compromissos com os mais ricos e poderosos são «superiores à necessidade de uma política que dê resposta aos problemas do País».
Para além do PS, também o PSD e o CDS-PP querem prosseguir os ataques aos direitos dos trabalhadores e «agravar ainda mais a exploração, querem ir mais longe na privatização da saúde, do ensino e na destruição da Segurança Social». Estes três partidos, acusa ainda Jerónimo de Sousa, querem «tornar ainda mais apelativa a especulação e o lucro, em detrimento de uma aposta na produção nacional, na nossa indústria, nas nossas pescas, na agricultura e no mundo rural». Ao mesmo tempo, prossegue na mensagem, «querem comprometer o País com novas aventuras militares enviando soldados portugueses para guerras ao serviço dos interesses dos Estados Unidos e da NATO».
Mas o País «não está condenado ao atraso nem o povo português está perante a inevitabilidade de uma vida pior», afirma o dirigente comunista. Apesar de se estar num tempo em que se «apela ao conformismo, à resignação, em que se procura impor as injustiças e as desigualdades como sendo algo de natural».
Aos trabalhadores e ao povo português, Jerónimo de Sousa afirma: «Podem contar com a força, a vontade e a determinação dos comunistas para construir uma vida melhor.» O PCP, conclui, lutando todos os dias contra as injustiças e marcando presença em todo o País ao lado de quem sofre com esta política, olha com confiança para o futuro – com uma «confiança que não fica à espera, antes se transforma em acção e proposta, numa exigente e empenhada resposta aos muitos problemas e desafios que o País enfrenta».
Lacunas presidenciais
Em sentido contrário, na sua mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, confirmando os alertas que o PCP tem sublinhado nos últimos anos sobre a situação económica e social do País, «não fez uma única referência a uma questão central: a manutenção da mesma política conduzirá aos mesmos resultados e que são responsáveis pela grave situação económica e social que o País atravessa». Para Jorge Pires, da Comissão Política, faltaram, por exemplo, referências à injusta distribuição da riqueza, à estabilidade do emprego e à precariedade.
Este dirigente do PCP comentou ainda o apelo do chefe de Estado aos «agentes políticos» no sentido de convergirem para a solução dos problemas nacionais, nomeadamente em torno da proposta de Orçamento de Estado para 2010. Para o PCP, reafirmou, a convergência «não é um problema em si», sendo necessário definir os conteúdos das propostas e os objectivos dessas convergências.
Segundo o Secretário-geral do PCP, estas e outras dificuldades são o resultado de uma política de direita prosseguida há vários anos, com o poder dominante a tentar esconder a realidade do País, marcada por baixos salários, despedimentos, pobreza e encerramento de serviços públicos. Ou seja, prossegue Jerónimo de Sousa, uma política que, «impondo sacrifícios a quem vive do seu trabalho, da sua reforma, dos seus pequenos rendimentos, favorece os lucros dos grandes grupos económicos».
Na sua mensagem, o dirigente comunista critica o Governo do PS por esta grave situação. Mesmo em tempo de crise, continua, o executivo permite que alguns metam ao bolso «fortunas colossais», demonstrando assim que não quer a mudança e que os seus compromissos com os mais ricos e poderosos são «superiores à necessidade de uma política que dê resposta aos problemas do País».
Para além do PS, também o PSD e o CDS-PP querem prosseguir os ataques aos direitos dos trabalhadores e «agravar ainda mais a exploração, querem ir mais longe na privatização da saúde, do ensino e na destruição da Segurança Social». Estes três partidos, acusa ainda Jerónimo de Sousa, querem «tornar ainda mais apelativa a especulação e o lucro, em detrimento de uma aposta na produção nacional, na nossa indústria, nas nossas pescas, na agricultura e no mundo rural». Ao mesmo tempo, prossegue na mensagem, «querem comprometer o País com novas aventuras militares enviando soldados portugueses para guerras ao serviço dos interesses dos Estados Unidos e da NATO».
Mas o País «não está condenado ao atraso nem o povo português está perante a inevitabilidade de uma vida pior», afirma o dirigente comunista. Apesar de se estar num tempo em que se «apela ao conformismo, à resignação, em que se procura impor as injustiças e as desigualdades como sendo algo de natural».
Aos trabalhadores e ao povo português, Jerónimo de Sousa afirma: «Podem contar com a força, a vontade e a determinação dos comunistas para construir uma vida melhor.» O PCP, conclui, lutando todos os dias contra as injustiças e marcando presença em todo o País ao lado de quem sofre com esta política, olha com confiança para o futuro – com uma «confiança que não fica à espera, antes se transforma em acção e proposta, numa exigente e empenhada resposta aos muitos problemas e desafios que o País enfrenta».
Lacunas presidenciais
Em sentido contrário, na sua mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, confirmando os alertas que o PCP tem sublinhado nos últimos anos sobre a situação económica e social do País, «não fez uma única referência a uma questão central: a manutenção da mesma política conduzirá aos mesmos resultados e que são responsáveis pela grave situação económica e social que o País atravessa». Para Jorge Pires, da Comissão Política, faltaram, por exemplo, referências à injusta distribuição da riqueza, à estabilidade do emprego e à precariedade.
Este dirigente do PCP comentou ainda o apelo do chefe de Estado aos «agentes políticos» no sentido de convergirem para a solução dos problemas nacionais, nomeadamente em torno da proposta de Orçamento de Estado para 2010. Para o PCP, reafirmou, a convergência «não é um problema em si», sendo necessário definir os conteúdos das propostas e os objectivos dessas convergências.