Grigoropoulos lembrado nas ruas
Milhares de jovens desfilaram nas ruas de Atenas e Salónica, no domingo, 6, dia em que se completou um ano sobre a morte do jovem de 15 anos Alexandros Grigoropoulos, barbaramente abatido a tiro pela polícia.
Violência regressa às cidades gregas
O assassinato do jovem Alexis, como era tratado pelos amigos, em 6 de Dezembro de 2008, desencadeou uma vaga de violência no país, sem precedentes nas últimas décadas, que se prolongou por mais de duas semanas em várias cidades.
Perante a convocação de várias acções, por organizações estudantis e partidos de esquerda, para assinalar este aniversário, o presidente Karolos Papoulias apelou à calma, na sexta-feira, 4, fazendo votos para que «a memória de Alexandros seja lembrada pacificamente».
Todavia, as perspectivas do novo governo «socialista» eram diferentes. A sua decisão de concentrar 12 mil polícias de choque nas ruas da capital e a declaração de que «não serão toleradas desordens» soaram como uma declaração de guerra aos manifestantes.
Depois de, na sexta-feira e no sábado, se terem registado os primeiros incidentes, confrontos e uma centena de detenções em vários pontos da capital, o clima estava tenso no domingo, dia em que decorreram as maiores manifestações que se transformaram em autênticas batalhas campais.
Só em Atenas desfilaram em direcção ao parlamento mais de três mil pessoas sob forte vigilância policial. Perto da Praça Sintagma, no centro da cidade, jovens vestidos de negro e encapuzados lançaram pedras aos destacamentos antimotim que responderam com granadas de gás lacrimogéneo e investidas de bastonadas. Uma mulher de 55 anos foi ferida na cabeça.
O número exacto de feridos, entre civis e agentes, não era conhecido à hora do fecho, mas nas imagens divulgadas pelas agências a dureza dos confrontos é testemunhada pelas marcas de sangue visíveis no pavimento.
No sábado, as autoridades comunicaram a detenção preventiva de 150 pessoas suspeitas de pertencerem ao movimento anarquista, das quais uma centena em Salónica, no Norte da Grécia. Durante as acções de domingo 80 manifestantes foram detidos na capital.
Os destacamentos policiais continuaram de prevenção na segunda-feira, 7, na expectativa das novas manifestações anunciadas por associações de estudantes.
Os dois polícias acusados da morte de Alexandros Grigoropoulos permanecem na prisão aguardando o julgamento que deverá começar no dia 20 de Janeiro.
Perante a convocação de várias acções, por organizações estudantis e partidos de esquerda, para assinalar este aniversário, o presidente Karolos Papoulias apelou à calma, na sexta-feira, 4, fazendo votos para que «a memória de Alexandros seja lembrada pacificamente».
Todavia, as perspectivas do novo governo «socialista» eram diferentes. A sua decisão de concentrar 12 mil polícias de choque nas ruas da capital e a declaração de que «não serão toleradas desordens» soaram como uma declaração de guerra aos manifestantes.
Depois de, na sexta-feira e no sábado, se terem registado os primeiros incidentes, confrontos e uma centena de detenções em vários pontos da capital, o clima estava tenso no domingo, dia em que decorreram as maiores manifestações que se transformaram em autênticas batalhas campais.
Só em Atenas desfilaram em direcção ao parlamento mais de três mil pessoas sob forte vigilância policial. Perto da Praça Sintagma, no centro da cidade, jovens vestidos de negro e encapuzados lançaram pedras aos destacamentos antimotim que responderam com granadas de gás lacrimogéneo e investidas de bastonadas. Uma mulher de 55 anos foi ferida na cabeça.
O número exacto de feridos, entre civis e agentes, não era conhecido à hora do fecho, mas nas imagens divulgadas pelas agências a dureza dos confrontos é testemunhada pelas marcas de sangue visíveis no pavimento.
No sábado, as autoridades comunicaram a detenção preventiva de 150 pessoas suspeitas de pertencerem ao movimento anarquista, das quais uma centena em Salónica, no Norte da Grécia. Durante as acções de domingo 80 manifestantes foram detidos na capital.
Os destacamentos policiais continuaram de prevenção na segunda-feira, 7, na expectativa das novas manifestações anunciadas por associações de estudantes.
Os dois polícias acusados da morte de Alexandros Grigoropoulos permanecem na prisão aguardando o julgamento que deverá começar no dia 20 de Janeiro.