Prisão, tortura e impunidade

O presidente norte-americano admitiu, a semana passada, que não vai cumprir a promessa de encerrar o campo de concentração de Guantanamo até ao próximo mês de Janeiro. À margem da viagem que efectuou à China, Barack Obama, questionado pelos jornalistas, escusou-se a adiantar nova data para a transferência dos cerca de 215 prisioneiros ali detidos e culpou o Congresso dos EUA pelo impasse.
Na série de entrevistas concedidas em Pequim, Obama disse ainda pretender pôr fim à tortura nos centros de detenção norte-americanos. A declaração de intenções foi feita na mesma semana em que meios de comunicação social norte-americanos citaram um relatório do Comité de Serviços Armados do Senado, no qual se confirma que o anterior secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, ordenou o uso de tortura nos interrogatórios em Guantanamo, contribuindo, assim, para o recurso às mesmas práticas noutras prisões norte-americanas espalhadas pelo mundo, sublinha-se.
Cárceres como o que a CIA manteve em Vilnius, capital da Lituânia, revelou, sexta-feira, o canal ABC News suportando-se em informações veiculadas por um alto funcionário daquele país. O acolhimento de uma unidade secreta dos serviços de inteligência norte-americanos terá tido como contrapartida o empenho de Washington no ingresso da Lituânia na NATO.

Canadá encobriu

Simultaneamente, um ex-responsável diplomático canadiano no Afeganistão entre 2006 e 2007 e actual oficial dos serviços secretos da embaixada do Canadá em Washington, Richard Colvin, admitiu perante o parlamento de Otawa que o país encobriu práticas de tortura realizadas no território ocupado.
O editorial do Toronto Star diz que Colvin terá tentado pôr cobro à situação junto dos titulares governamentais e dos chefes militares canadianos, mas torturas como choques eléctricos, temperaturas extremas e abusos sexuais contra «suspeitos de terrorismo» não só não cessaram como se tornaram rotina.


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