Agricultores desesperam
Milhares de agricultores espanhóis manifestaram-se, no sábado, 21, em Madrid para protestar contra a profunda crise que ameaça o sector de «ruína», e para pedir a intervenção do governo.
Sob o lema «a agricultura vai à ruína, mobiliza-te», os agricultores paralisaram o centro da cidade, denunciando os preços «demasiado baixos» dos seus produtos, ao mesmo tempo que exigiam ao governo medidas urgentes de apoio à actividade.
«Precisamos de preços sustentáveis. Produzir um quilo de azeitonas custa-me três vezes mais que o preço de venda», afirmou o produtor Antonio Sanchez, relatado pela AFP.
As três organizações agrícolas que convocaram a manifestação, a Asaja, Coag e Upa, alertam para a falta de «rentabilidade» do sector, subinhando que os rendimentos agrícolas reais baixaram 26 por cento em Espanha entre 2003 e 2008, enquanto se perderam 124 mil empregos.
No mesmo período, os custos de produção aumentaram 34 por cento, segundo as organizações, que denunciam práticas de «oligopólio» das cadeias de distribuição e preços elevados ao consumidor.
«Uma couve-flor que eu vendo a 30 cêntimos é revendida a 1,5 euros nos supermercados», explicou Fernando Ambros Carpi, dirigente de uma cooperativa agrícola em Arco de la Frontera (Sul).
Para além de preços justos e «regulação» de mercado, as três organizações reclamam um plano de financiamento e uma fiscalidade própria para a agricultura, sector que representa três por cento do Produto Interno Bruto espanhol.
Sob o lema «a agricultura vai à ruína, mobiliza-te», os agricultores paralisaram o centro da cidade, denunciando os preços «demasiado baixos» dos seus produtos, ao mesmo tempo que exigiam ao governo medidas urgentes de apoio à actividade.
«Precisamos de preços sustentáveis. Produzir um quilo de azeitonas custa-me três vezes mais que o preço de venda», afirmou o produtor Antonio Sanchez, relatado pela AFP.
As três organizações agrícolas que convocaram a manifestação, a Asaja, Coag e Upa, alertam para a falta de «rentabilidade» do sector, subinhando que os rendimentos agrícolas reais baixaram 26 por cento em Espanha entre 2003 e 2008, enquanto se perderam 124 mil empregos.
No mesmo período, os custos de produção aumentaram 34 por cento, segundo as organizações, que denunciam práticas de «oligopólio» das cadeias de distribuição e preços elevados ao consumidor.
«Uma couve-flor que eu vendo a 30 cêntimos é revendida a 1,5 euros nos supermercados», explicou Fernando Ambros Carpi, dirigente de uma cooperativa agrícola em Arco de la Frontera (Sul).
Para além de preços justos e «regulação» de mercado, as três organizações reclamam um plano de financiamento e uma fiscalidade própria para a agricultura, sector que representa três por cento do Produto Interno Bruto espanhol.