Falhanço nas contas
O PCP considerou que era inevitável a apresentação de um novo orçamento rectificativo e acusou o Governo de não o ter feito antes por querer «esconder a realidade profunda» da economia nacional.
Esta foi a posição expressa pelo deputado comunista Honório Novo em declarações aos jornalistas, depois de o Conselho de ministros ter aprovado uma proposta de alteração, pela segunda vez, ao Orçamento do Estado para 2009.
«Tínhamos dito há muitos meses que o Governo não chegava ao fim deste ano sem apresentar um segundo orçamento rectificativo», afirmou, recordando que por altura do debate do primeiro orçamento rectificativo a sua bancada teceu duras críticas ao documento por entender que nele faltavam «respostas capazes ao nível do investimento público e das despesas sociais, designadamente do subsídio de desemprego, para fazer face às dimensões reais da crise, que o Governo não admitia que fosse tão grande».
Teixeira dos Santos «bateu um recorde» ao apresentar no mesmo ano dois orçamentos rectificativos, quando «andou vários anos a dizer que não usava orçamentos rectificativos», assinalou, com ironia, o deputado do PCP.
«O que este Governo quis durante estes tempos, ao recusar sempre a necessidade de apresentar um segundo orçamento rectificativo», segundo Honório Novo, foi «esconder a realidade profunda do povo português, do País, dos agentes económicos, das empresas, que naturalmente precisariam de saber as linhas com que se cosem há bastante mais tempo e de uma forma estável».
A apresentação desta segunda proposta de alteração ao Orçamento do Estado foi justificada pelo ministro Teixeira dos Santos com a «queda significativa da receita fiscal», estimada em 13,2 por cento.
Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças não se coibiu entretanto de ensaiar por antecipação um acto de chantagem sobre os partidos da oposição ao deixar a advertência de que caso haja obstáculos à aprovação da segunda alteração ao Orçamento do Estado para 2009 a acção do Governo ficará «paralisada». Imputando-lhes assim, desde já, por exemplo, a responsabilidade por eventuais atrasos no pagamento de compromissos do Estado, como sejam os salários dos trabalhadores ao seu serviço.
Teixeira dos Santos indicou ainda que o valor de referência para o défice em 2009 andará na casa dos nove por cento e deixou antever que a consolidação orçamental – leia-se mais aperto para os sacrificados de sempre - voltará a ser uma prioridade em 2011.
Esta foi a posição expressa pelo deputado comunista Honório Novo em declarações aos jornalistas, depois de o Conselho de ministros ter aprovado uma proposta de alteração, pela segunda vez, ao Orçamento do Estado para 2009.
«Tínhamos dito há muitos meses que o Governo não chegava ao fim deste ano sem apresentar um segundo orçamento rectificativo», afirmou, recordando que por altura do debate do primeiro orçamento rectificativo a sua bancada teceu duras críticas ao documento por entender que nele faltavam «respostas capazes ao nível do investimento público e das despesas sociais, designadamente do subsídio de desemprego, para fazer face às dimensões reais da crise, que o Governo não admitia que fosse tão grande».
Teixeira dos Santos «bateu um recorde» ao apresentar no mesmo ano dois orçamentos rectificativos, quando «andou vários anos a dizer que não usava orçamentos rectificativos», assinalou, com ironia, o deputado do PCP.
«O que este Governo quis durante estes tempos, ao recusar sempre a necessidade de apresentar um segundo orçamento rectificativo», segundo Honório Novo, foi «esconder a realidade profunda do povo português, do País, dos agentes económicos, das empresas, que naturalmente precisariam de saber as linhas com que se cosem há bastante mais tempo e de uma forma estável».
A apresentação desta segunda proposta de alteração ao Orçamento do Estado foi justificada pelo ministro Teixeira dos Santos com a «queda significativa da receita fiscal», estimada em 13,2 por cento.
Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças não se coibiu entretanto de ensaiar por antecipação um acto de chantagem sobre os partidos da oposição ao deixar a advertência de que caso haja obstáculos à aprovação da segunda alteração ao Orçamento do Estado para 2009 a acção do Governo ficará «paralisada». Imputando-lhes assim, desde já, por exemplo, a responsabilidade por eventuais atrasos no pagamento de compromissos do Estado, como sejam os salários dos trabalhadores ao seu serviço.
Teixeira dos Santos indicou ainda que o valor de referência para o défice em 2009 andará na casa dos nove por cento e deixou antever que a consolidação orçamental – leia-se mais aperto para os sacrificados de sempre - voltará a ser uma prioridade em 2011.