30 anos de luta
Integrado nas comemorações do 30.º aniversário da JCP, foi apresentado, anteontem, em Lisboa, o livro «JCP- 30 anos de luta».
Estamos a dar a conhecer mais sobre a nossa história
Na apresentação do livro da JCP, que contou com a participação de várias dezenas de jovens comunistas, Hugo Garrido, do Secretariado da Direcção Nacional da JCP, salientou que aquele trabalho visa lembrar «todas aquelas gerações de jovens comunistas que, antes e depois do fascismo, antes e depois da JCP, deram o seu contributo, das mais variadas formas, para o crescimento do PCP e da JCP». «Estamos a dar a conhecer mais sobre a nossa história, a nossa vida, a nossa maneira de estar na sociedade e, de olhos postos no futuro, perspectivamos as tarefas que temos pela frente, as lutas que temos que travar, com os estudantes e os trabalhadores», frisou.
O livro, intitulado «Transformar a vida, construir o futuro», explicou o dirigente, «não é um registo exacto e histórico da vida da JCP nos últimos 30 anos, mas sim um conjunto de momentos marcantes da vida e da actividade dos jovens comunistas».
Lá dentro, de forma ilustrada e documentada, podemos encontrar temas como: «A Organização Revolucionária da Juventude», «Os Congressos da JCP», «Conferência Nacional do Ensino Superior», «Encontro Nacional do Ensino Secundário», «Congresso Nacional de Jovens Trabalhadores», «Encontros Regionais», «30 anos de acção, intervenção nas mais diferentes frentes de luta», «Jornal Agit», «Festa do Avante», «Solidariedade Internacionalista e luta pela Paz» e «O Sonho tem Partido. PCP: O Partido da Juventude».
História das juventudes comunistas
Por seu lado, David Pereira, da Direcção Nacional da JCP, de uma maneira sintética, abordou alguns dos momentos mais marcantes do património da história de luta dos jovens comunistas, em particular, e dos comunistas portugueses, em geral.
«As juventudes comunistas foram criadas após a fundação do nosso Partido, a 6 de Março de 1921», informou, explicando que, dois anos depois, em 1923, os organismos do PCP «apoiaram a formação de jovens militantes comunistas, dando especial atenção aos jovens trabalhadores sindicalizados».
A 28 de Maio de 1926 deu-se o golpe fascista e, até à Revolução dos Cravos, os jovens comunistas estiveram sempre envolvidos nas lutas contra a censura e pela abolição das conhecidas medidas de «segurança» que «colocavam um carácter de eternidade nas penas que eram aplicadas aos presos políticos».
«Com a vitória da Revolução de Abril os jovens comunistas participaram no período mais luminoso da história colectiva a nível nacional, nos campos, nas fábricas, nas empresas e nas universidades», referiu David Pereira, lembrando que, neste processo «muito rico» e com «amplos desenvolvimentos», em Março de 1975 é criada a União da Juventude Comunista e, após o início da contra-revolução, «com a actuação dos primeiros governos constitucionais», em 1979, no dia 10 de Novembro, «nasceu a JCP», através da unificação da União dos Estudantes Comunistas (UEC) com a União das Juventudes Comunistas (UJC).
As comemorações realizaram-se ainda um pouco por todo o País. «São 30 anos de solidariedade com todas as lutas dos jovens portugueses, de mobilização da juventude para a defesa dos seus direitos e para a defesa intransigente das conquistas de Abril e de uma vida melhor e mais digna», afirmam, numa nota ao Avante!, os jovens comunistas de Braga, que, na terça-feira, estiveram na Escola Secundária Carlos Amarante, num call-center, na Universidade do Minho, numa acção de rua em Arcada e, por último, em Guimarães, numa arruada pelos bares da cidade.
O livro, intitulado «Transformar a vida, construir o futuro», explicou o dirigente, «não é um registo exacto e histórico da vida da JCP nos últimos 30 anos, mas sim um conjunto de momentos marcantes da vida e da actividade dos jovens comunistas».
Lá dentro, de forma ilustrada e documentada, podemos encontrar temas como: «A Organização Revolucionária da Juventude», «Os Congressos da JCP», «Conferência Nacional do Ensino Superior», «Encontro Nacional do Ensino Secundário», «Congresso Nacional de Jovens Trabalhadores», «Encontros Regionais», «30 anos de acção, intervenção nas mais diferentes frentes de luta», «Jornal Agit», «Festa do Avante», «Solidariedade Internacionalista e luta pela Paz» e «O Sonho tem Partido. PCP: O Partido da Juventude».
História das juventudes comunistas
Por seu lado, David Pereira, da Direcção Nacional da JCP, de uma maneira sintética, abordou alguns dos momentos mais marcantes do património da história de luta dos jovens comunistas, em particular, e dos comunistas portugueses, em geral.
«As juventudes comunistas foram criadas após a fundação do nosso Partido, a 6 de Março de 1921», informou, explicando que, dois anos depois, em 1923, os organismos do PCP «apoiaram a formação de jovens militantes comunistas, dando especial atenção aos jovens trabalhadores sindicalizados».
A 28 de Maio de 1926 deu-se o golpe fascista e, até à Revolução dos Cravos, os jovens comunistas estiveram sempre envolvidos nas lutas contra a censura e pela abolição das conhecidas medidas de «segurança» que «colocavam um carácter de eternidade nas penas que eram aplicadas aos presos políticos».
«Com a vitória da Revolução de Abril os jovens comunistas participaram no período mais luminoso da história colectiva a nível nacional, nos campos, nas fábricas, nas empresas e nas universidades», referiu David Pereira, lembrando que, neste processo «muito rico» e com «amplos desenvolvimentos», em Março de 1975 é criada a União da Juventude Comunista e, após o início da contra-revolução, «com a actuação dos primeiros governos constitucionais», em 1979, no dia 10 de Novembro, «nasceu a JCP», através da unificação da União dos Estudantes Comunistas (UEC) com a União das Juventudes Comunistas (UJC).
As comemorações realizaram-se ainda um pouco por todo o País. «São 30 anos de solidariedade com todas as lutas dos jovens portugueses, de mobilização da juventude para a defesa dos seus direitos e para a defesa intransigente das conquistas de Abril e de uma vida melhor e mais digna», afirmam, numa nota ao Avante!, os jovens comunistas de Braga, que, na terça-feira, estiveram na Escola Secundária Carlos Amarante, num call-center, na Universidade do Minho, numa acção de rua em Arcada e, por último, em Guimarães, numa arruada pelos bares da cidade.