Por melhores salários e direitos

Trabalhadores estão em luta

Os trabalhadores enfrentam em todo o mundo a pressão do patronato para abdicarem de direitos e salários. A luta mostra-se o caminho mais sólido para resistir às pretensões do capital.

«No Peru a luta é contra a privatização dos portos»

No Chile, segunda-feira, foram os funcionários do sector da Saúde a decretarem greve por tempo indeterminado, juntando-se, desta forma, a centenas de milhar de camaradas da função pública, em greve há uma semana, e de professores cuja paralisação se iniciou a meio de Outubro.
Os trabalhadores da Saúde não aceitam a proposta governamental de aumentos na ordem dos 2,5 por cento e exigem oito por cento de crescimento dos salários, cifra igual à que reivindicam os trabalhadores chilenos das Finanças, os quais, também na segunda-feira, cumpriram o segundo dia de greve no espaço de uma semana.
Quanto aos docentes, exigem do governo o pagamento de um valor extraordinário que compense os baixos salários da maioria dos profissionais, e defendem o reconhecimento da dívida histórica acumulada desde a ditadura de Augusto Pinochet. A justiça chilena deu razão aos professores quanto à legitimidade da reclamação da dívida que remonta a 1981, mas o executivo de Santiago recusa-se a pagar.
No Peru, a luta é contra a privatização dos portos e a manutenção daquele sector estratégico sob controlo do Estado. Na primeira jornada, dia 5, os trabalhadores da Empresa Nacional de Portos, aliados aos estivadores e transportadores, conseguiram paralisaram 11 infraestruturas marítimas e fluviais, isto apesar do ministério do Trabalho ter decretado o protesto ilegal.
No mesmo dia, na Coreia do Sul, os ferroviários iniciaram uma greve de 48 horas, aprovada pela esmagadora maioria dos trabalhadores, depois dos patrões se terem mostrado intransigentes nas negociações com os representantes sindicais em torno da revisão dos salários e da manutenção dos direitos.
Já nos EUA, após seis dias de paralisação, os mais de cinco mil trabalhadores dos transportes urbanos e suburbanos de Filadélfia aceitaram regressar ao trabalho, isto após a Autoridade de Transportes do Sudoeste da Pensilvânia ter aceitado os termos do contrato colectivo para os próximos cinco anos.
À última hora, a empresa ainda procurou incluir uma cláusula que abria a possibilidade de revisão do acordo caso a chamada reforma do sistema de saúde norte-americano fosse aprovada, mas o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes da América não aceitou tal exigência e levará aos trabalhadores a votação do texto inicialmente subscrito.
Na costa Oeste, a luta faz-se num dos mais luxuosos hotéis da Califórnia, o Grand Hyatt de são Francisco, onde cerca de 300 trabalhadores iniciaram uma greve de três dias em defesa das garantias de saúde.
Em 2006, o sindicato Unite Here adoptou a estratégia de negociar com o patronato agregando os hotéis por área geográfica da cidade, assegurando para os trabalhadores de cada zona o máximo de garantias. Este ano, a estrutura que representa cerca de nove mil trabalhadores em 62 hotéis pretende que o contrato mais vantajoso passe a vigorar em todos os hotéis da metrópole.
No caso do Grand Hyatt, o diferendo está na partilha dos custos do seguro de saúde. A administração pretende fazer crescer a factura a pagar pelos trabalhadores, enquanto que estes argumentam que já abdicaram de aumentos salariais por troca com a garantia de que a empresa pague o total do prémio do seguro para os trabalhadores solteiros, e aceite uma comparticipação de dez dólares por mês a cargo dos trabalhadores casados, cujos membros do agregado familiar teriam direito a todas as coberturas de saúde.


Mais artigos de: Internacional

Resistência boicota «eleições»

A Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado apela ao povo hondurenho e aos candidatos para que boicotem a farsa eleitoral montada pelos golpistas e se mobilizem na defesa de uma Assembleia Nacional Constituinte, única saída para a crise política no país.

Povo lembra Revolução

Dezenas de milhares de comunistas russos assinalaram, sábado, o 92.º aniversário da Revolução de Outubro, acontecimento que fundou o primeiro Estado proletário e abriu caminho à construção do socialismo no maior país do mundo.Nas principais cidades russas, cerca de 150 mil pessoas, segundo estimativas da Interfax,...

Impossível de vencer

As Nações Unidas decidiram reposicionar os seus funcionários estrangeiros em serviço no Afeganistão. A decisão foi tomada pelo Conselho de Segurança depois de um atentado na capital Cabul ter vitimado sete pessoas, entre as quais cinco funcionários da organização.O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, negou que o total...

Milhares contra bases dos EUA

A poucos dias de Barack Obama iniciar uma visita oficial ao Japão, mais de 20 mil japoneses saíram às ruas de Okinawa para se manifestarem contra a permanência de bases norte-americanas em território nipónico. Em 2006, os governos de ambos os países acordaram os termos da permanência dos EUA no Japão – onde estão...

PCP no Congresso do PCdoB

De 5 a 8 de Novembro realizou-se em São Paulo o 12.º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O Partido Comunista Português esteve representado por Albano Nunes, membro do Secretariado do Comité Central. Na assembleia magna dos comunistas brasileiros participaram 49 delegações estrangeiras de 32 países.No...

PCP envia mensagem

Na sequência da passagem pelo território de El Salvador do furacão Ida - que resultou na morte de pelo menos 130 pessoas e deixou outras 7 mil desalojadas -, o Secretariado do Comité Central do PCP enviou à direcção da Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional uma mensagem onde expressa, «nesta hora difícil de...

Mortes de <i>Fort Hood</i><br>nas mãos do Pentágono

A ofuscação promovida pelo Pentágono e as notícias e interpretações veiculadas pelos meios de comunicação social dominantes sobre o massacre ocorrido na base militar de Fort Hood, no Texas, omitem a questão fundamental. Mais do que uma aberração, a morte dos soldados e oficiais é parte dos últimos oito anos de guerras...