Exploração em roda-livre
Mal abrira a Assembleia da República e já os comunistas reiniciavam o seu intenso trabalho de ligação aos problemas dos trabalhadores. Num requerimento do dia 28 de Outubro, o deputado comunista Jorge Machado questionou o Governo acerca da recente contratação de trabalhadores através de empreiteiros pela Amorim Cork Composites, sediada em Santa Maria da Feira. Sucede que estas contratações à empresa Synergie, de trabalho temporário, visam substituir os 75 trabalhadores que foram despedidos pela empresa.
Em resposta a um requerimento apresentado igualmente pelo Grupo Parlamentar comunista, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social reconheceu que a empresa «efectuou um processo de despedimento que envolveu um total de 75 trabalhadores. Tal despedimento teve como principal fundamento invocado pela empresa o facto de terem sido afectadas, de forma generalizada, as vendas, nomeadamente na indústria automóvel (produtos de cortiça com borracha), construção civil (aglomerados), calçado (aglomerados), rolhas (aglomerados) e memoboards». Na ocasião, o anterior governo garantia que estas empresas foram «objecto de amplo acompanhamento por parte dos serviços competentes».
No requerimento, o parlamentar comunista recordava ainda o protocolo assinado em 2007 entre o Estado português e o Grupo Amorim em que este último se comprometia a manter os 390 trabalhadores que então empregava e a criar mais 17 postos de trabalho. Em troca, recebia apoios do Estado para a modernização das duas unidades fabris sediadas em Mozelos, Santa Maria da Feira, na ordem dos oito milhões de euros.
Face a isto, o PCP pretende saber se o Governo continua a acompanhar a situação e que medidas pretende tomar para que o grupo Amorim cumpra os compromissos que assumiu.
O mesmo deputado entregou, no dia 2 de Novembro, um novo requerimento, desta feita sobre a situação que se vive no grupo Investvar, no qual o Estado detém uma posição maioritária no capital através de dois capitais de risco. «Depois da empresa Glovar, de Castelo de Paiva, pertencente ao grupo Investvar, ter parado a laboração há cerca de três semanas, foi anunciado aos trabalhadores da casa mãe em Esmoriz, concelho de Ovar, que não haveria verba para se proceder ao pagamento dos salário de Outubro», denunciou Jorge Machado. Os trabalhadores recusaram ficar em casa como a empresa propôs cumprindo o seu horário nas instalações da fábrica.
O Grupo Parlamentar do PCP pretende saber concretamente quais as medidas que o Governo pretende tomar para defender os postos de trabalho e o pagamento dos salários num grupo onde o Estado é actualmente maioritário.
Em resposta a um requerimento apresentado igualmente pelo Grupo Parlamentar comunista, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social reconheceu que a empresa «efectuou um processo de despedimento que envolveu um total de 75 trabalhadores. Tal despedimento teve como principal fundamento invocado pela empresa o facto de terem sido afectadas, de forma generalizada, as vendas, nomeadamente na indústria automóvel (produtos de cortiça com borracha), construção civil (aglomerados), calçado (aglomerados), rolhas (aglomerados) e memoboards». Na ocasião, o anterior governo garantia que estas empresas foram «objecto de amplo acompanhamento por parte dos serviços competentes».
No requerimento, o parlamentar comunista recordava ainda o protocolo assinado em 2007 entre o Estado português e o Grupo Amorim em que este último se comprometia a manter os 390 trabalhadores que então empregava e a criar mais 17 postos de trabalho. Em troca, recebia apoios do Estado para a modernização das duas unidades fabris sediadas em Mozelos, Santa Maria da Feira, na ordem dos oito milhões de euros.
Face a isto, o PCP pretende saber se o Governo continua a acompanhar a situação e que medidas pretende tomar para que o grupo Amorim cumpra os compromissos que assumiu.
O mesmo deputado entregou, no dia 2 de Novembro, um novo requerimento, desta feita sobre a situação que se vive no grupo Investvar, no qual o Estado detém uma posição maioritária no capital através de dois capitais de risco. «Depois da empresa Glovar, de Castelo de Paiva, pertencente ao grupo Investvar, ter parado a laboração há cerca de três semanas, foi anunciado aos trabalhadores da casa mãe em Esmoriz, concelho de Ovar, que não haveria verba para se proceder ao pagamento dos salário de Outubro», denunciou Jorge Machado. Os trabalhadores recusaram ficar em casa como a empresa propôs cumprindo o seu horário nas instalações da fábrica.
O Grupo Parlamentar do PCP pretende saber concretamente quais as medidas que o Governo pretende tomar para defender os postos de trabalho e o pagamento dos salários num grupo onde o Estado é actualmente maioritário.