Exigido em encontro luso-galego

Condições iguais no têxtil

Impedir que as mesmas empresas dos sector têxtil pratiquem remunerações diferentes em Portugal e em Espanha foi uma reivindicação central saída do encontro-debate de dia 23, em Guimarães, promovido pelo Conselho Sindical Inter-Regional Galiza/Norte de Portugal.
O encontro contou com representantes de quatro confederações sindicais galegas, da central espanhola Comisións Obreiras da Galiza, e do Norte de Portugal, da CGTP-IN, além de cinco associações empresariais, da Universidade do Minho e do Eures.
Cinquenta delegados portugueses e galegos analisaram a actual situação no sector que só no Norte de Portugal e naquela região espanhola geram um volume de negócios que supera os 7500 milhões de euros e emprega 196 mil trabalhadores, de acordo com um estudo apresentado pela central galega.
Apesar dos avultados lucros, a maior diferença existente entre os trabalhadores do têxtil galegos e os portugueses está nos salários, cuja média, em Portugal, é de apenas 450 euros, enquanto, na Galiza, o salário mínimo é de 757,33 euros, salientou o dirigente da US Braga/CGTP-IN, Adão Mendes.
Durante os trabalhos também foi revelado que o maior grupo económico do sector, a Indetex, detentora da marca Zara, pratica salários, na Galiza, a 84 por cento dos 1192 trabalhadores, maioritariamente mulheres, de valores compreendidos entre os 1201 e os 1800 euros.
Em Portugal, há 270 fábricas a trabalhar para a Indetex, onde se praticam salários bem mais baixos. Do Porto até à fronteira Norte, existem 12 mil fábricas do sector têxtil e de vestuário, e três mil que se dedicam à confecção de artigos de couro.
O encontro evidenciou que, além dos salários, também as condições de trabalho e as leis laborais são diferentes, tendo Adão Mendes considerado a defesa de uma política para o sector igual, independentemente das fronteiras, para que estas diferenças, em prejuízo dos trabalhadores portugueses, sejam eliminadas.


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